D’alma delicadeza

Ave noturna que encanta nesta hora,
Dá-me de tua delicadeza ,doce prece,
Pois,se minha natureza morta pudesse,
Faria que a torpe angustia fosse embora!

Traga,pois, a leveza que suplica minh’alma!
Qual sutil pegada d’abelha em branco lírio,
Deixa poeira d’estrelas sobre supina palma,
Afasta a treva a luz da vela de tosco círio !

Contudo,levo nos ombros negros corvos !
Ave noturna que,longe, canta ,bem agora,
Arranca do peito esta pedra,cruel estorvo!

Da delicadeza de tu’alma,remanso ,apenas...
Ventura sorrindo ou melancolia que chora,
Pena caída,esquecida,enfim,neste poema...

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Comentário de MARGARIDA MARIA MADRUGA em 9 agosto 2017 às 19:40

Bonito soneto Antonio Carlos.

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