Desencantos 
De Té

A vida a negligenciou para sentir
O tropel da paixão, que a conquistava
Prazeres tantos , para a confundir
Tristezas demais ,que a devorava

Menina nasceu, rósea e leda
Com destino assinalado, que a acorrentou
Na escravidão da vida, em tal senda
Tão enganosa, que a atormentou

Tivesse conhecido tal desengano
E o caminho sinuoso que a aguardava 
E teria então, prevenido o dano

Mas o conhecimento, tardou e  desiludida
Já não teve mais conserto, nem defesa
 Já  tarde se libertou de ser vexada

De Té Etelvina Da Costa

Exibições: 55

Comentar

Você precisa ser um membro de Poetas e Escritores do Amor e da Paz para adicionar comentários!

Entrar em Poetas e Escritores do Amor e da Paz

Comentário de José Aurélio Medeiros da Luz em 8 fevereiro 2018 às 20:50

Versos eloquentes: nos interstícios entre dois quartetos e dois tercetos brota a ao fim transcendência do mero existir sem mais porquê. É essa revelação meio a posteriori é que faz da vida caminho tão pleno de surpresas. Abraço do j. a.

Comentário de Elías Antonio Almada em 6 fevereiro 2018 às 2:04

Comentário de Elisiário Luiz em 5 fevereiro 2018 às 23:30

- Quão ternos versos embora tristes acasos...a vida é assim mesmo um belo arranjo  a se desarranjar

...que nos toma muito tempo na tentativa de se ajeitar...Fique bem - Abraços!

Comentário de MARGARIDA MARIA MADRUGA em 5 fevereiro 2018 às 20:18

Belos versos harmoniosos.

Membros

Designers PEAPAZ

*Sílvia Mota*

*Margarida*

*Nara Pamplona

*Livita*

*Imelda*

*Toninho*

Poema ao acaso...

Visitantes

Badge

Carregando...

© 2018   Criado por Sílvia Mota.   Ativado por

Badges  |  Relatar um incidente  |  Termos de serviço