Tinha brincadeira,
tinha cachoeira,
tinha a vida inteira,
só para brincar.
Vinha a cabra cega,
a bola de meia,
pique e bandeira,
esconde-esconde,
pra ninguém achar;
via a lua cheia,
rei, general, conde,
super-herói; voava
com os passarinhos,
na pipa colorida;
escola para estudar,
ilustres vizinhos,
indo para a lida,
me fartava de sonhar.
Ciranda girava incauta,
passava o anel,
como me faz falta,
meu particular céu;
o tempo foi mudando a trama,
refazendo a história geral;
ficaram as frutas tiradas
no fundo do quintal;
minha mãe não mais me chama,
para a realidade malvada;
para o viver adulto,
e quase me surto
de lembranças amenas;
uma época apenas;
eternizada na mente,
não sei, porque cresce a gente,
pois a gente é criança,
até se acabar.

[gustavo drummond-mg=br=]

Exibições: 10

Comentar

Você precisa ser um membro de Poetas e Escritores do Amor e da Paz para adicionar comentários!

Entrar em Poetas e Escritores do Amor e da Paz

Membros

Poema ao acaso...

Portal para 38 Blogs-Sílvia Mota

Badge

Carregando...