E minha alma caiu no rio...

Entre plêiades e rastros luzidios ,
Ilusão tola de quem não conhecia,
Qu’a vida breve sustentada por um fio,
Fina poeira levada por mera ventania...

Oculto ermo daquela estrela, minh’alma...
Padecia,contudo,d’estranho lamento...
Monótonas orbitas,tormentosa calma...
Universo monstruoso naquele momento!

Quisera,pois,despencar vertiginosa altura,
Fugir de tenebroso sonho,falso paraíso...
Onde visitasse,deveras,um dia,a ventura.
Cair,talvez,morrer,quem sabe ,era preciso!

“Fala-me oh Eterno,onde reside quimera?”
Minha alma feito leve pluma ao vento,
Arrebatada qual ferida ave,temida procela!
Despediu-se,pois,dos astros do firmamento...

Ah!Que ela caiu no rio,cristalinas águas!
N’Outono,qual amarela folha d’azevinho
Que flutua sobre as marolas do riachinho,
Lavou-me a alma d’ angustias e das magoas...

Hoje,a ventura não visita,contudo,mora,
Reside feliz em tosco ninho de beija flor,
Sem tristeza . alegria ,sem ódio ou amor...
Ela é o rio cujas vagas correm ,bem,agora!

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Comentário de Miriam Inés Bocchio em 11 maio 2018 às 20:21

Comentário de MARGARIDA MARIA MADRUGA em 10 maio 2018 às 14:48

Lindíssimo, Poeta Antonio Carlos.

Comentário de Elisiário Luiz em 10 maio 2018 às 12:53

 Afáveis Congratulações por tão largas imaginações Fique Bem!

Comentário de Elías Antonio Almada em 10 maio 2018 às 2:07

Comentário de Maria-José Chantal F. Dias em 9 maio 2018 às 14:14

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