EM ALGUM LUGAR

A chuva cai

E, mansa

Nos convida a

Ouvi-la.

Mansa se dissolve

No tilintar da janela

No balançar das folhas pesadas.

A chuva mansa cai

Convidando a nos envolver

Conosco mesmos.

Interessante.

Lá fora se desmancha

Deixa de ser,

Para enxurrada se fazer.

Lá fora, desaquece o mundo,

Transforma nossos pensamentos

Em desejos

De ouvi-la, há dois.

Mansa, a chuva cai.

Aqui dentro

De mim e da casa

O advento e o desejo

De não estar só.

Amar e amar

Porque amar sempre será melhor

Do que não amar.

E, amar quando a chuva cai

É, ainda, melhor,

Pois, nos embala a natureza

Que também nos ama

E nos acolhe

E nos recolhe

Quando chove.

Mansa, doce e meiga,

A chuva cai.

Ensinando a todos

Que há dias em que

Estamos pesados,

E no peso o barulho,

O estrondo,

O raio

Que não é bom.

A chuva cai...

E, mansa..

Manso me faz.

                               Benê Cantelli

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Comentário de Mônica do S Nunes Pamplona em 15 fevereiro 2016 às 0:26

Tamanha inspiração a chuva pode proporcionar, ao poeta.

Encantada, pela criação.

Parabéns.

Bjssss

Comentário de Ƹ̵̡Ӝ̵̨̄Ʒ Sílvia Mota Ƹ̵̡Ӝ̵̨̄Ʒ em 31 dezembro 2015 às 11:51

Que belo poema!

Sente-se o manso embalo da chuva...

Parabéns!

Beijosssssssss

Comentário de Lucineide Sampaio em 31 dezembro 2015 às 1:10

Muito bela sua poesia. A chuva mansa é o afago de Deus . Gostei muito do que li. Parabéns!

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