ESCREVER...  Expressar, dar sentido, cheiro e gosto entre pensar, sensibilizar e atuar, dar cor e rosto à ficção, realismo, ao sonho e à realidade, verdades, mentiras, confidências e inconfidências, do avesso, pedra-bruta ao cristal lapidado, da sementeira ao folharal em húmus, do oceano de verbalizações às fendas profundas dos vales da existência...

Adentrar espaços onde a grafia se expõe acima dos desenhos, em parceria natureza e melodia, o faz- de- conta, conta, personifica, amplia a visão para o cosmos...

Em tons inusitados, inspiração salta de paraquedas; pouso emergente na imensa selva do inconsciente, filtra centelhas vibrantes. Semeadura! Grãos se vão a terras possíveis, áridas ou férteis, sedentas, opulentas, trágicas, presentes nos  textos e contextos variáveis íntegros e  desintegrados, na ânsia relevante do aprimoramento e autenticidade.

Narrativas, descrições, argumentos, doses de leveza. pedaços de dor,  versos partidos, invertidos, amargas e doces trilhas da vida, com a palavra, lavra bendita!

 

Escrever...

Dar sentido à liberdade, que das mazelas se libera e escorrega em sinas fatais onde a  arte  representa ideias, pensamentos, a linguagem se desdobra em estratégias à comunicação à medida em que  relata, e revela toda história através dos tempos. 

 

Ao escritor, que se eleve em suas buscas e  se inspire desde as mais puras ou sórdidas vivências, da inocência às inverdades camufladas. E, com primor, expresse a arte literária, à luz que inspira a respirar cultura.

Fidelidade em estilo e sapiência, a cada fragmento da alma explícita, evolução em labor, amor pelo dom de se tornar comum a obra, o retrato da mente, da semente e das colheitas.

Instrumental, o escritor, um dançarino, conforme a lida, entra em cena e se declara; declama, ou canta, e faz estripulias, converte, emociona, faz magia.

Encontro de outro "Eu" em sintonia, palavras dançam, dançam sentimentos , dança a vida, o silêncio, o grito, os sonhos, os pensamentos do mundo em arranjos mil...

E o que não se expressou, se expressa em alquimia, de corpo e alma em movimento no ritmo inspirado...

 Ao pé do ouvido, sopra o universo em manifesto ousado, ora  em sussurro tímido e soterrado, na voz  da escrita.

Viva  o escritor, o verbo, o verso, a vida! 

Maria das Graças Araújo Campos

Graça Campos, julho / 2016

 

 

 

Exibições: 101

Comentar

Você precisa ser um membro de Poetas e Escritores do Amor e da Paz para adicionar comentários!

Entrar em Poetas e Escritores do Amor e da Paz

Comentário de Sílvia Mota em 9 agosto 2016 às 9:24

Comentário de Miriam Inés Bocchio em 3 agosto 2016 às 1:15

Comentário de Críspulo Cortés Cortés em 2 agosto 2016 às 6:40

Comentário de Maria Iraci Leal em 27 julho 2016 às 21:28

 Maria das Graças Araújo Campos

Um texto maravilhoso, para ler e reler,encantada,

parabéns querida Graça, bjs MIL.

Comentário de Paolo Lim em 27 julho 2016 às 19:07

Revelador, correto e entusiasmado. Um primor ! Parabéns ! Bjs do Paolo.

Comentário de Janete Francisco Sales Yoshinaga em 27 julho 2016 às 8:42

Viva  o escritor, o verbo, o verso, a vida! Maria das Graças Araújo Campos

VIVA!!!

Belas linhas querida amiga Graças Araújo!
Uma homenagem belíssima aos escritores,
palavras repletas de encanto. Amei!
Beijos no coração

Comentário de Maria das Graças Araújo Campos em 27 julho 2016 às 8:05

Muito Obrigada, amigo escritor, Elias Antonio! Sucesso , paz e amor!

© 2019   Criado por Sílvia Mota.   Ativado por

Badges  |  Relatar um incidente  |  Termos de serviço