Percorro as letras deste meu teclado

Formo palavras buscando um sentido

Que dê o corpo correto ao meu fado

Para os olhos,quiçá,os ouvidos

Tudo que escrevo é mal rabiscado

Todo rabisco no tempo é perdido

Mesmo as musas estando ao meu lado

Rasga-se o verso, do tempo poido

S'esta é a sina de ser escritor

Em um país dos que não sabem ler

O antigo prazer vestiu-se de dor

E o meu dissabor me vem corroer

Se inda teimo é só por amor

Amor ao ato de, só, escrever

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Comentário de Ƹ̵̡Ӝ̵̨̄Ʒ Sílvia Mota Ƹ̵̡Ӝ̵̨̄Ʒ em 9 agosto 2016 às 9:19

Comentário de Francisco Martins Silva em 30 julho 2016 às 17:05

Belo poema. Parabéns.

Comentário de María Cristina em 10 julho 2016 às 0:53

Comentário de Ƹ̵̡Ӝ̵̨̄Ʒ Sílvia Mota Ƹ̵̡Ӝ̵̨̄Ʒ em 9 julho 2016 às 4:28

Somos teimosos, mesmo!

Independente das dificuldades que permeiam a vida do escritor,

continuamos a desenrolar nossa sina.

Encantador poema!

Beijosssssssssss

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