Eu

De Té

Sou a alegria da luz ao amanhecer.

Quando o cansaço não me arrasta.

Sou a penumbra do entardecer.

Quando as trevas não me arrebatam.

E as noites, acompanham os meus lamentos.

Sou a menina que ainda não cresceu.

Porque do sonho nunca se esqueceu.

Ainda sou, aquela garota assustada.

Em que a ilusão lhe pegava na mão.

E a levava, por caminhos

De paixão declarada.

Sou tormento, dor, agitação.

Sou coração, apenas e mais nada.

De alma enraizada

Em tudo o que é emoção.

Sou ao mesmo tempo

Tristeza e alegria

Prolongo as noites pelas madrugadas.

Encurto os dias, que me não dizem nada.

Embrulho-me no papel luminoso

Da fantasia.

Coloco-lhe um laço de fita

Engomada,

E um cartãozinho,

Onde escrevo, o que a alma me ditar.

Um simples poema,

Que alguém, possa ler

E me entender.

Ou então nada, mesmo nada.

Incógnita continuarei.

Basta-me assim ser como sou

Liberta.

Nunca disfarço.

É que eu sou mesmo assim

De Té Etelvina Da Costa .

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