Exorcizando

De Té

Fui-me libertando do passado envelhecido

E vou mais pausada, agora nos meus passos

Anda distante ,o meu sonho apetecido

E já não tenho sede dos teus beijos e abraços


Escureceu, sem luz e minha voz silenciou

Já não se escutam rumores na paisagem

Já não anseio ,por quem amei e me olvidou

E já guardei as mollduras onde estáva a tua imagem



Não me procurem mais ,que eu já não passo

pelo caminho ,que dantes percorria

o meu ultimo adeus já o não refaço

e a emoção que havia em mim,essa perdi-a


Distantes estão as lembranças que nos ligaram

Talvez o vento as tenha transportado

Numa romagem de ilusão se debilitaram

E o mar para sempre as tenha sepultado


De Té Etelvina Da Costa


Madrugada fria , ainda escrevo até que o sono me faça recolher.

Ainda recordo quando ansiosa esperava ouvir a tua voz e depois adormecia

Da minha janela virada para o mar já não escuto o bater das ondas na amurada nem o bulício dos pescadores ,

A noite está serrada pela escuridão e já não vejo a serra que me encantava, nem o mar que me inebriava mas sinto os odores de ambos

Já não vejo as gaivotas que me acordavam e que nas janelas batiam com as asas para me acordar e terem o seu prémio .Agasalho-me  a marca dos meus lábios ficaram marcados na humidade da janela., com o dedo escrevo o teu nome a agua escorrendo o faz desaparecer . As ruas estão desertas assim como deserto está o meu coração .

2018-02-16

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Comentário de MARGARIDA MARIA MADRUGA em 22 fevereiro 2018 às 22:05

No deserto há vida deslumbrante, rara e única. São poucos que podem viajar nele.

O estar só nos traz força, nos engrandece. Torna-nos mais fortes, sábios e independentes.

Exorcizar é afastar aquilo que não precisa estar conosco.

Lindo poema.

Comentário de Paolo Lim em 17 fevereiro 2018 às 16:23

Com a marca de sua tristeza que não perde a esperança de não ser mais triste, não. Bravoooo !

Comentário de Elías Antonio Almada em 17 fevereiro 2018 às 14:58

Comentário de JOSÉ CARLOS RIBEIRO em 17 fevereiro 2018 às 7:58

Esse silêncio que entra dentro de nós, ouve-se as folhas que se tocam pelos vendos da vida. Poema fantástico

Comentário de Etelvina Gonçalves da Costa em 16 fevereiro 2018 às 16:17

Comentário de Elisiário Luiz em 16 fevereiro 2018 às 15:46

 Confesso estar me sentindo assediado pela candura de suas frases ...também por me adornar com essa extensa e irradiante melancolia ...parabéns  Fique Bem- Abraços!

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