Gosto de azinhavre

Sentado debaixo dum pé de pêssego, distraidamente em minha antiga mente, é o que faço exatamente ao recordar de antigamente; embrenhado num sutil sossego, e neste aconchego, chego a me ver pedindo arrego ao tempo. Porém neste presente também contemplo contente o templo de minha singela existência e, nesta já antiga teimosia de viver a aleivosia duma lembrança fantástica de pessoal fantasia, no bem-querer de minha infância elástica, já que quer perdurar eternamente.

Independentemente do que fica pendente em minha mente, recordar e se doar ao amor da existência, cuja insistência é a eterna permanência dum vício de amor-sacrifício e clemência. Sinto o prazer ao ver o vergel do local a me satisfazer neste meu jeito-bedel de viver ao reaver um passado presente imortal, e ao desenrolar dum eterno carretel no sentimento de mais um menestrel...

A depressão advém dum remoto além ignoto de automá querência de aparência ao léu, é uma briga tamanha, apesar de tacanha a fazer constância bisonha ao ato de viver.

Crer de verdade na impessoal verdade traz a veracidade, não fazer o mal, sentar num pomar, sem levar a mal o tamanho do assento que se há de ter, e saborear o ar, deixar o espírito descansar devagar nas asas da paz ao divagar no próprio arfar natural, sem se autocondenar: é a sabedoria que o ser gostaria de obter, mesmo sem nada entender dessa esbórnia-orgia de viver.

Ao praticar o perdão estar-se-á praticando o auto perdão, e isso é parte da felicidade...

jbcampos

Mundo amazônico

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Comentário de Elisiário Luiz em 13 março 2018 às 13:55

Independente do que fica firma-se num autônomo empenho-emprego de suas reais prioridades...parabéns Fique bem!

Comentário de Jbcampos em 13 março 2018 às 13:38

 MARGARIDA Obrigado pela sua preocupação. Aquele abraço. jb.

Comentário de Jbcampos em 13 março 2018 às 13:37

Almada . Sempre grato à sua observação. Aquele abraço. jb

Comentário de Elías Antonio Almada em 13 março 2018 às 10:12
Mito bom. Parabens
Comentário de MARGARIDA MARIA MADRUGA em 13 março 2018 às 9:44

Poeta João Batista,

Estou refletindo seu texto e me preocupando. O corpo se "azinhavra", mas o espírito é eternamente jovem. Um dia a permanência na existência deixará de ser sacrifício.

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