Mil pontuações espalham,  mil interrogações amealham.

Um hiato, uma migalha de tempo livre,

emoldura o retrato, dourado alvitre à perplexidade.

É prioridade preencher obtusas resmas de papel,

ou quiçá contar confusas nuvens a passear no céu?

O tempo é caro, e prostrar-se a vagar sem itinerário é raro!

Em tamanho resumido, se parece a um bandido,

 outras vezes a um estranho, ele se esconde,

e quando o temos nas mãos, não responde.

Sem chamá-lo aparece, e quando se tem pressa, depressa vai embora.

Horas ganhas e perdidas, cada qual se vai por sua vez,

e acomodar todas as investidas, é mais um talvez.

Espiar cabisbaixa, ante o relógio, o que se encaixa no seu sóbrio rodopiar?

Quiçá seja zombar do acaso, pois todo soldado raso,

sabe extrair da hora o azo mor, sem demora.

 

 

 

 

 

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Comentário de Nieves Merino Guerra em 21 junho 2017 às 19:37

Comentário de Elza Ghetti Zerbatto em 9 fevereiro 2017 às 10:24

Sábias palavras poéticas que emanam de sua mente e coração e nos encanta!

abraço com muito carinho estimada Laís.

Comentário de Paolo Lim em 31 janeiro 2017 às 22:39

Já disse, repito e não cansarei se tiver que repetir mil vezes: -  Bravoooooooooooooo ! Demais !!! 

Comentário de Lais Maria Muller Moreira em 31 janeiro 2017 às 21:04

Querida Arlete, comovida com tuas palvras

Muitíssimo obrigada!

beijos

Comentário de Lais Maria Muller Moreira em 31 janeiro 2017 às 21:03

Adorável presença Chantal...como também um destaque de mestra!!!!

Feliz com tua interação neste quadro!

Lisonjeada!

beijos

Comentário de Lais Maria Muller Moreira em 31 janeiro 2017 às 21:01

Grata querida Lucia por tão lindo comentário!

Muitíssimo obrigada!

beijos

Comentário de Arlete Brasil Deretti Fernandes em 31 janeiro 2017 às 20:13

Querida poetisa Laís.

Encanto-me com o significado profundo e as verdades contidas nos mesmos.

Na minha compreensão, é um poema filosófico lindo.

'''é prioridade preencher obtusas resmas de papel,ou quiçá...

 O tempo, o relógio.

 Dá-me vontade de interpretar todas as linhas, tal a beleza.

PARABÉNS.

eijos da Arlete.

Comentário de Maria-José Chantal F. Dias em 31 janeiro 2017 às 19:09

Laís Poeta!

Ainda não sei fazer lindos destaques mas já melhorei!!! ahahaha

Relendo tuas/nossas INDAGAÇÕES em que divagamos,

preenchendo nossas resmas de papeis sem fim .......

continuando a amar e a pensar........

beijos de poesiaaaaa

Chantal Fournet

Comentário de LUCIA GUEDES (Lufague) em 31 janeiro 2017 às 3:52

A beleza da poesia, se encontra entre o óbvio e sua complexidade. um encanto!

Comentário de Ƹ̵̡Ӝ̵̨̄Ʒ Sílvia Mota Ƹ̵̡Ӝ̵̨̄Ʒ em 22 novembro 2016 às 19:53

Releio... novamente encantada.

Beijossssssssssss

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