Insensata poesia

Em instantes o teu corpo

inteiro

escaldante e brejeiro

enlaça com a mão impura

O meu rosto, meus braços, meus seios

mas com tanta candura

que me perco em devaneios.

 

Atônita e maliciosa criatura

Ardente sol vermelho em meu cativeiro

e é todo faminto

que desfila pela casa toda

e pula

em cima da cama

não silencia e me chama de dama

e

passam segundos intensos,

sedentos como se não fossem os primeiros.

 

Mas sei que o tempo

não passa

na minha pele emudecida e devassa

e por mais que eu faça

está entorpecida

vencida e

na confusão dos meus desejos

embebida em teus cheiros

e pulsante em teus beijos

que falam de um amor verdadeiro

que se houve um dia

se perdeu

nas metáforas

dos versos desta insensata poesia.

SorrisodeRosas

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Comentário de MARGARIDA MARIA MADRUGA em 2 janeiro 2018 às 19:03

Insensata mesmo!

Comentário de María Cristina em 2 janeiro 2018 às 14:01

Comentário de Jose Gouveia em 2 janeiro 2018 às 13:09

Maravilhoso sentimento que chega ao coração!

Comentário de Sílvia Mota em 2 janeiro 2018 às 8:19

Belo e sensual poema. Parabéns!

Feliz Ano Novo!

Comentário de Antonio Cabral Filho em 2 janeiro 2018 às 8:15

Felicidades

Comentário de Elías Antonio Almada em 2 janeiro 2018 às 2:22

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