Há máscaras no chão apodrecidas
Entulhos dessas festas fraudulentas
Atônitas, sem pompa, vestimentas
Lamentam criaturas deprimidas

Usadas sem pudor nas opulentas
Encenações fugazes, falsas vidas
As roupas descartáveis, carcomidas
Perderam esplendor... Quão macilentas!

No lúgubre teatro nus atores
Escondem seus puríssimos valores
Cerrando, revoltados, as cortinas

Invólucros escrevem epopeias
Assim, faltando afastam as plateias
Que minguam ante essências cristalinas

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Comentário de Sílvia Mota em 18 julho 2017 às 22:36

 Poética eloquente.

Parabéns!

Beijossssssssssss

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