Reflexiva atravesso o jardim
o cheiro das flores a inebriar minha alma.
A tarde está calma,
Mas há agitação dentro de mim.


Não esqueço aquele olhar distante,
Perdido entre seus ais
É a vida indo embora
Para a terra do "nunca mais".


Nunca mais haverá abraços
Nem risos pela casa.
Olhares cúmplices cercando a mesa.
Eu, aqui , totalmente incapaz
De controlar tanta tristeza!
Como dizer adeus
Para quem mora dentro de mim?
Como explicar ausência
Se a presença é constante?
E não acredito no fim?

Abro as cortinas do céu
E lágrimas rolam
Para dentro do peito
Essa é uma dor que não tem jeito
Só olho pra cima, pra Deus,
Por minhas janelas azuis
E peço em silêncio:
Acalme essa dor ,
ajude-me a levar essa cruz

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Comentário de Nilson da Cunha Gonçalves em 22 outubro 2014 às 21:01

Belo e sensível poema, querida poetisa. Apenas uma reflexão: podemos apenas ignorar o que está fora de nós, nunca o que está impresso no âmago de nossa alma. Não se trata do que está lá fora, mas do que está dentro. Importante é que as janelas do céu estejam sempre abertas, pois a vida acontece no aqui e agora.

Comentário de Sílvia Mota em 18 outubro 2014 às 19:16

Ainda que em dor, teu poema espraia muito amor e ternura.

Belo!

Beijossssssssssss

Comentário de Lais Maria Muller Moreira em 17 outubro 2014 às 9:34

Belo poema que traz a suavidade como tema principal

Lindo!

beijo

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