XXXIV

 

Quão estes olhos túmidos se vão

Perdidos lá na luz de tempos vagos,

Que ao firmamento giram em unção,

Sob o calor, oh! Lívia, dos afagos

 

De teu amoroso e terno coração,

Que paga-me rancores nunca pagos

E inspira-me ao peito a devoção,

Guiada à Jesus por três reis magos

 

Pois sob aquela estrela de Belém

Estava o Salvador dos malfadados,

A quem tu'Alma santa diz amém!

 

Enquanto, a ti, eu digo, sem cuidados:

- Naceste não p'ra ser só um alguém,

Mas para dar a cura aos desgraçados!...

Queiroz Filho

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