Lacuna do tempo

De Té

Já nem sei quem sou

Nem se me perdi

O que faço agora

Ando por aqui

Que procuro então

Já não é por ti

Partiste para longe

Assim te perdi

Vagueio no espaço

Procuro tua voz

Não a esqueci

Perdidos estamos

E depois de mim

E depois de ti

E depois de nós

Apenas silencio

Sem murmúrio do ventos

Sem murmúrios de mar

Sem folhas caindo

Sem vento as levar

Agitam-se as ondas

Tormenta no ar

Voejam flores

Circulam dançantes

Chegam andorinhas

De terras distantes

Vêm para os beirais

onde fazem os ninhos

Vieram de longe

Seu piar doloroso

Espanta os pardais

Passarinho triste

Na terra com ais

Caiu do ninho

Nunca vai voar 

Onde está o amor

que te destinei

Onde está a flor

foi a ti que a dei

Onde estamos nós

perdidos sem voz

O sitio de ontem

está vazio no tempo

Um serro perdido

Acoitado pelo vento

Ali não há gente

Só serpentes

Com rosto de gente

Informes ondulam

Sibilam se entendem

Vão em viagem

Ninguem sabe

de onde vêm

nem para onde vão

Planicies extensas

ao longe se avistam

Apenas deixam rasto

que a chuva apaga

Que o vento varre

Uma faisca cai

ilumina a terra vazia

Vejo-te ao longe

Arrastando o tempo

para o por no lugar

Mas cais derrubado

Foi em ti que dissolvi

a minha procura

Pedi ao vento

que me desse asas

Me levasse para o sitio de mim

Em ti desintegrou- o meu mundo

do amor e da solidão

De Té

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Comentário de Etelvina Gonçalves da Costa ontem

Comentário de Etelvina Gonçalves da Costa ontem

Muito obrigada Mirian Inês Bocchio uma honra seu comentário em linda imagem  bjo

Comentário de Miriam Inés Bocchio domingo

Comentário de Etelvina Gonçalves da Costa quarta-feira

Muito obrigada caro António Cabral Filho é uma hora receber seu comentário sobre o meu trabalho , um abraço 

Comentário de Antonio Cabral Filho em 12 junho 2018 às 18:24

TÉ, foi um prazer.

Comentário de Elías Antonio Almada em 12 junho 2018 às 16:17

Comentário de MARGARIDA MARIA MADRUGA em 12 junho 2018 às 14:42

Que maravilha! Ficará imortalizado num Fado. Muito bom. Parabéns Amiga Té.

Comentário de Etelvina Gonçalves da Costa em 12 junho 2018 às 14:28

Obrigada querida amiga  Lacuna saiu assim depois de a fazer li geralmente não leio de imediato deixo que minha imaginação faça o que deve prescrutar na minha alma .. Nunca gosto do que escrevo nas primeiras horas pois deste gostei tinha de dizer o que faltava dizer..... aliviar minha alma......Um beijo me honra sua presença no meu trabalho ... vai sair um fado aliás a letra por estes dias procuro um compositor..para o levar a publico que componha a musica e procuro quem o cante é fácil tenho amigos que já aprenderam comigo como se canta um fado com sentimento...bjs .... 

Comentário de MARGARIDA MARIA MADRUGA em 12 junho 2018 às 13:40

Uma definição bela para a lacuna do tempo que existe em nós.

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