Nosso amor será eterno

De Té

Desse amor; que foi esplendor primaveril;

Dor de saudade, pranto de dor;

Dormência dos sentidos

Esperança de reencontro

Sonho antigo revitalizado

Como se nesse tempo de ausência

Não passassem anos, mas unicamente

uma alvorada e, um anoitecer

Apenas estivemos escondidos

Entre véus cristalinos e flores

Com uma cortina cerrada de maresia

Mas sempre nos pressentindo

na magia, que nos permitia sonhar

Que um dia, sob o mesmo sol

nos viu penar de amor

SE essa primavera voltasse a surgir

e por sobre os mares, terra e todo o universo

Ecoasse o grito da nossa querença

Que havia naufragado

num mar tenebroso de sombras

E___ voltassemos a sorrir

Sazonados no fervor da colheita

E nesse dia renascêssemos______

Como são enganosas as ilusões do amor

Resplandecem, avivam-se.

São alvoradas de esperança

Enleios, que se fizeram dessas raízes

que nunca enfraqueceram

mas endurecidas pelo tempo

não se deixam moldar

e os laços estreitar

Esses laços de amor decepcionado

Ah! Amor _______enfim libertado.

No nosso peito enraizado, com dor_____

Ainda se ouve o eco do chamamento eterno

_Nunca te deixarei sozinha ___

Aviso que os amantes não escutaram

Tão inebriados, sorvendo o doce néctar

Desse cálice que misturava dor e chama

Quando as sombras tormentosas…gargalhando

vieram recolher esse despedaçado amor

Baixou novamente a maresia

escondendo as sombras fugidias

mas ouviam-se gargalhadas aterradoras

Eram as sombras do ódio e da desgraça

que sempre nos persseguiram

e o breu desceu, e fez-se escuridão.

De Te Etelvina da Costa


Ernesto Cortazar – Eternity

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