XXVIII

 

Tu, que abrandas as mágoas tardias

Deste meu frágil peito emurchecido;

Tu, que dás vida, Cor, Alma e sentido

À assombrosa nódoa de meus dias;

 

Tu, que me és na vida o bom messias

De quem anseio o abraço tão querido;

Tu, que me surges qual o Amor banido

Pela indolência atroz das frases frias...

 

Tu, que meus olhos ébrios, penitentes,

Replenas de um pranto alegre e vivo...

Bem sabes que estas dores indecentes

 

Que os ouvidos te gastam sem motivo,

Apenas são expressões inconsequentes

De quem, da tua vontade, está Cativo.

 

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