Nas traseiras
de minha casa
há um cigano,
a quem, à noite,
por vezes,
o vinho ataca
(fantasio-o
encostado
a um candeeiro);
então grita e
uiva e
trina,
e a sua voz trepa e
eleva-se e
a noite estremece;
lembro um Marrocos desconhecido,
uma noite cálida e
ao longe,
o Muezim
chama para a oração,
e grita,
e trina,
e a sua voz trepa e
eleva-se e

a noite estremece; e
o meu cigano vizinho,
sem o saber,
transporta Marrocos
para debaixo da
minha janela,
numa memória ausente
porque de Marrocos
apenas conheço a mesquita
de Lisboa!

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Comentário de MARGARIDA MARIA MADRUGA em 22 fevereiro 2018 às 21:17

Um dos comentários apagados foi o meu.

Comentário de Jaime A. em 22 fevereiro 2018 às 3:15

Grato a todos pelos simpáticos comentários.

sem querer apaguei dois comentários. Peço desculpa.

Comentário de Elías Antonio Almada em 20 fevereiro 2018 às 18:20

Excelente, felicitaciones,, no estoy en mi PC , no puedo ponerles imágenes, disculpen saludos

Comentário de Jaime A. em 19 fevereiro 2018 às 23:22
Muito grato pelas suas palavras.

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