Meus versos, o vento no cerrado ganindo
A angústia da alma vozeando melancolia
O silêncio fraguando rimas na monotonia
Duma solidão, da saudade indo e vindo

São a trilha do fado escrevendo romaria
Desatinadas, o meu próprio eu saindo
Das palavras de ansiedade, intervindo
Com minha voz sufocada, do dia a dia

Meus versos são a migalha cá luzindo
Na sequidão do vazio que me angustia
Que há entre a quimera e o real infindo

Meus versos são colisão com a ironia
Do choro e da alegria no peito latindo
Meus versos, minha voz, minha valia

© Luciano Spagnol
Poeta do cerrado
2017, junho
Cerrado goiano

Exibições: 30

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Comentário de Luciano Spagnol em 28 julho 2017 às 6:25
Obrigado Sueli Farjado
Comentário de Sueli Fajardo em 23 julho 2017 às 11:50

Há, em seus versos, encantamento e beleza tanto no conteúdo quanto na forma.

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