Então aqui estou, nesta cova medida
É esta é conta menor que tiraste em vida
É de bom tamanho, nem largo, nem fundo
É a parte que me cabe deste latifúndio

É a vida rompendo a inocência enxerida
Em que o comercio se emburaca
A criança que não brinca desamada
Em que tua família a transforma em danada

E o açoite do tempo que rompe o profundo
Transforma as sequelas do absurdo
E deixo minha sina, morrer entre abraços
Nas investidas fuleiragens do capricho do cabaço

E se aperreia a ilusão que se sente cagado
Acunhar da morte sem vida do corpo
Nem largo nem fundo, é elo que se assemelha
Pela lágrima que cai, quenga nova, vermelha
[...]

"Pediram aqui um poema que retratasse Morte e Vida Severina, de João Cabral de Melo Neto. Ele retratou grandes problemas sociais, como a má distribuição de terra, a vida sem vida e luta nordestina.

Procurei neste momento, retratar um problema atual, ninguém por si só, se prostitui. Este é um problema social, que acontece nas entranhas de quem detém poder. Pessoas inescrupulosas que aliciam menores, onde milhares de crianças, deixam sua infância para satisfazer as necessidades egoístas dos outros."

Rivalino Pereira

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Comentário de Maria Iraci Leal em 1 maio 2014 às 8:41

UM PROBLEMA SOCIAL LAMENTÁVEL... QUE OS POETAS POSSAM LEVAR UM POUCO DE LUZ AOS QUE PODEM FAZER POR ONDE, PELO MENOS AO COLOCAR O TEMA, ALERTANDO CADA VEZ MAIS... PARABÉNS, BJS MIL.

Comentário de Sílvia Mota em 1 abril 2014 às 16:44

Um problema social lamentável, que tira das(os) nossas(os) meninas(os) a possibilidade de uma vida digna... Tema relevante. Beijosssssssss

Comentário de Lais Maria Muller Moreira em 1 abril 2014 às 7:52

Tristes episódios que existem em várias partes e que não são levados em conta porque o dissimular parece encobrir as responsabilidades

Pobres seres com a infância descontada em triste realidade!

beijo

Comentário de Janete Francisco Sales Yoshinaga em 31 março 2014 às 16:12

Um poema forte, perfeito e necessário, um alerta!

Muita verdade nas tuas linhas,

a foto mostra a inocência sendo usada...

Triste destino  destas meninas que em vez de estudar e brincar,

sofrem esta crueldade!

Parabéns pelo poema que nos levam a refletir

sobre este assunto que não deve ser esquecido jamais!

Beijos

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