No pântano triste ouço gritos ocultos
Mefítica bruma meu peito nauseia
Cadáveres rotos na lama, insepultos
Das fábulas restos um louco tateia

Esquálidos corpos, visagens e vultos
Intrépidas setas disparam na cheia
De oníricas chagas saudade, tumultos
Indômitos, zurzem e nada clareia

O cântico doce envolvido em fumaça
Em fúnebre choro transmuto, sem graça
O cândido embalo, teimoso, persigo

No pútrido campo de mágoas horrendas
Patético rito... Que rédeas! Que vendas!
Nostálgico, entrego-me a ti, meu castigo!

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Comentário de Sílvia Mota em 10 setembro 2017 às 4:01

Beleza gótica em poesia...

Parabéns e Felicidades!

Beijossssssss

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