NOSTALGIA

De Té

Desassombrada me tenho, nas palavras que correm breves

Quando o sentimento ou a razão, me morde com verdade

Mas assombrados, se encontram meus passos, que de leves

não perturbam cântico das aves , nem me enchem de vaidade

Os dias felizes são tão poucos, e tão longínquos, que se perdem

no tempo e na lembrança .São ecos de esperanças e rumores

Adejam sombreados por espectros de esconjuro, e me perseguem

Peregrina busco a paz, e pela madrugada, ao orvalho dou lovores

Pranteio minha má sorte, e deixo que a chuva me mate a sede,e

a fome de pão se dilua na minha tristeza, e as lágrimas me beijem

Caminho sem norte, o céu escurece,a nortada se acerca da levada

A chuva vai caindo, as ramadas vergam pelo trilho enlameado,

 Ouvem-se os gorjeios dos passarinhos, aconchegados nos ninhos

 Chuva continua miudinha , e a minha caminhada é lenta e cansada

De Té

Etelvina da Costa

 

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Comentário de Etelvina Gonçalves da Costa sexta-feira

Obrigada querida amiga pelas suas palavras belas que encantam a minha poesia pois ela é tão sentida de emoções .  Beijos 

Comentário de Mônica do S Nunes Pamplona em 6 dezembro 2017 às 19:24

Bela, tua Nostalgia, a encantar a poesia.

Bjsss, no coração. Querida Té.

Comentário de Paolo Lim em 4 dezembro 2017 às 7:26
Meus aplausos entusiasmados por SONETO tão especial. Bravoooooooo!
Comentário de Elías Antonio Almada em 3 dezembro 2017 às 15:42

muy bonito, feliictaciones

Comentário de MARGARIDA MARIA MADRUGA em 3 dezembro 2017 às 13:07

Muito bonito Té. Eu não gosto apenas do mel. Gosto de ler também as lágrimas.

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