O amanhã nunca ninguém o viu

Apenas consciencializar que a vida e a felicidade somos nós que a construímos e a destruímos pela nossa falta de força de discernimento para nos desenraizarmos do que nos impede de procurar novos caminhos

De Té

De ti o silêncio, deserto sem fim.
De ti, sonhos e desagrados
De ti, horas vazias,outras de ledice.
De ti esperanças goradas,outras enaltecidas
De ti que predizes dar fim ao passado.
De ti que estamos na mesma história.

De ti Que sabemos o que queremos
Recuso as tuas realidades, tão exasperadas.
Que construíste, no teu assombro de vacilações
Rasga o passado, que mata o presente.
Que te impede a tua caminhada frente ao futuro

Rasga os logros, em que te encobres.
Rasga os medos, que te afretam.

Quebra as grilhetas que te aprisionam.

Retira a venda com que te cegaram

Esquece o passado que te não deu felicidade
Destrói a máscara que vestes que está ultrapassada.
Quebra a frontispício que já não te diz nada

Exorciza esse espectro irreconhecível que te vence

Que só a ele dá glória, vaidade,

Negas o presente por onde encetaste nova caminhada

E o futuro? O que há-de vir? .

Não tens futuro? Esperas o amanhã?
E o amanhã nunca ninguém o viu.

E o amanhã somos nós que o construímos
Apenas o tempo há-de vir.
E baixo os olhos sobre o tempo com uma lágrima

Que me deixa torturada,decepcionada

E o melhor desse tempo se vai perdendo.

Depois não há nada, apenas fica o vazio.
E afago uma hora, em que esse vazio

Que devasta a nossa existência!
Se verta em amenidade em verdade em consistência
E então, o nosso deserto, que é meu e teu. ,
Que tem o livro aberto, de uma história.

Que a ambos pertence. Que ainda não tem fim.
Se tornará de considerar. Será nosso merecimento

De Té Etelvina Costa

15-05-2017

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