O fogo continua  destruindo

 

Na imensidão escura surge a luz

Bolas incandescentes rumo  incerto

Estrema beleza nos fomos luminosos

Homens olham o firmamento temeroso

 

Mensagem dos deuses  de boas novas

Terríveis vaticínios murmuram os adivinhos

A cor vermelha nasce do estrondo queimando

A  fuga de homens e animais sacode por onde passam

 

Pela manhã estranho silencio paira no ar...

De cima da  montanha  a fumaça permite respirar

Os poucos sobrevivente olham os que sobreviveram

Alimentam de animais queimados e recomeça nova jornada

 

A noite cai lentamente e as estrelas  caladas e escondidas

O vazio e o medo do desconhecido doem nas mentes e corações

Apenas as crianças dormem aconchegadas nos pais

Novo dia novas esperanças e o horizonte como meta

 

Tantos povos assim como no passado

Andando sem meta, sem futuro sem saber para onde ir

Fogem das bolas de fogo e da morte que mata crianças e idosos

Não veem do céu, mas de fabricas  da ganancia humana

 

Não se divide o pão  nem o chão apenas o ódio cresce.

O medo afasta a ajuda e a caridade entre os humanos

Choram pessoas lendo e vendo nas TVC depois sentam e banqueteiam

E escrevem  mas são apenas letras que nada vão modificar.

Dione Fonseca

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Comentário de Arlete Brasil Deretti Fernandes em 20 abril 2018 às 18:28

Querida Dione.

Gostei das verdades que trouxeste em forma de poesia. São reflexoes, de onde surgem verdades doloridas que

vivem seres humanos como nós. Assistimos os noticiários e lemos os jornais.E  eles continuam pelos caminhos .com crianças famintas ao colo. Famintos e sem abrigo. Parabéns! Escreveste com um conteúdo real e uma bela forma.

Comentário de MARGARIDA MARIA MADRUGA em 17 abril 2018 às 14:48

Belo, Dione. Parabéns pelos versos.

Comentário de Elías Antonio Almada em 17 abril 2018 às 10:33
Muito bonito. Parabens

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