O Inferno foi criado para os “maus”,
Para os criminosos, para os desumanos
E para os que ficaram às portas do Céu,...
Sem permissão para entrarem, sem vez,
Pela lotação esgotada deste mundo…
O Inferno pariu-se na ilusão da doutrina
Dos iluminados, no vazio da reflexão…
Tornou-se numa forma de depurar
Os inocentes, os temerosos e demais
Crentes de deuses implacáveis e coléricos,
Enquanto grassam as notáveis vantagens
Dos refugiados em religiões convenientes.
O Inferno acontece assim, como terminal,
Na mente de quem ignora as diferenças
Entre o chamado “mal” e o parco “bem”.
Significa pois que, para lhe aceder
Basta que um vivente se torne mortal
Porque encontrará à sua espera
O desconhecido, muito provavelmente,
Porque, sem pensar, já o teve vivido.
Descendo à Terra, o Inferno, talvez
Sejam os muitos trabalhos e sacrifícios
De quem, apesar de se esforçar,
A vida não lhe sorri, o mundo não acontece.

Joantago

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Comentário de Mônica do S Nunes Pamplona em 12 janeiro 2018 às 14:38

E se disserem que o Inferno é aqui... morro de medo!

Felizmente, tua poesia harmoniza, meu temor.

Parabéns, pela rica criação.

Comentário de Sílvia Mota em 11 janeiro 2018 às 0:24

Entre os Céus e o Inferno... os seres humanos...

Comentário de María Cristina em 9 janeiro 2018 às 13:10

El infierno se está instalando en le tierra!!! Excelente metáfora!!!

Abrazos

Comentário de Elías Antonio Almada em 9 janeiro 2018 às 12:13

Comentário de MARGARIDA MARIA MADRUGA em 9 janeiro 2018 às 10:49

Uma boa maneira de enxergar o "inferno".

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