Só um supremo onanista em seus múltiplos orgasmos,
Produziria infinitos multiversos e dimensões!...

A consciência, alterada pelo gozo, liberada,
Produzindo essa sonoplastia ininterrupta, cordas,
Sons materializando estrelas, sóis, planetas, gente...

Contumaz, Ele ama pela eternidade,
Nada obstante o homem negue,
Ainda que derrame lágrimas entre beijos e orações.

Comparemos:
Uma gota e um oceano, um abismo entre.
Mas, unidos, não serão o mesmo, Um,
A engolir todas as ridículas filosofias?

O amor esconde os fatos àquele que não ama?
Na verdade, cego é para todas as coisas,
Aquele que não sabe acelerar o vórtice cardíaco.

O amor mesmo, escancara, alardeia,
E é tanto que, tudo que está em cima,
Em réplica, está tudo cá, no mais ínfimo tomo.

Milton Filho...

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Comentário de Milton S. Filho em 24 março 2017 às 19:46

Miriam Inés, 

o prazer e a honra é toda minha. Obrigado pelo post, pelas flores, pelos dizeres!...

Um abraço terno!...

Comentário de Milton S. Filho em 24 março 2017 às 19:43

Lu, minha linda, saudades de Vc, sempre, viu?..

Obrigado pela presença e lindas palavras!...

Um beijo!...

Comentário de Milton S. Filho em 24 março 2017 às 19:42

Neuza, obrigado pelos dizeres e pela presença aqui no meu garrancho.

Um abraço!...

Comentário de Miriam Inés Bocchio em 23 março 2017 às 21:47

Comentário de LUCIA GUEDES (Lufague) em 22 março 2017 às 2:40

Em cada verso, o elemento,concreto\abstração, de tua rica subjetividade, Grande Poeta! 

Meu carinho sempre, Lu 

Comentário de Neuza de Brito Carneiro em 21 março 2017 às 22:12

A poesia é incrível nas mãos de poetas que amam.

Comentário de Marcia Portella em 21 março 2017 às 17:21

Milton,desculpe,na tentativa de consertar um erro de escrita apaguei meu comentário...

Grata por suas palavras.

Volte sempre.

Abraço

Comentário de Milton S. Filho em 21 março 2017 às 16:34

Marcia Portella, 

Vc é outra Devi maternal linda de morrer. Diga o que quiser, sempre irei enxergar palavras de luz, vinda de seu coração.

E, obrigado pela presença aqui nos meus garranchos, pelo prestígio.

Um terno abraço!...

Comentário de Milton S. Filho em 21 março 2017 às 0:31

Eu é que agradeço!... Bjs.

Comentário de Ƹ̵̡Ӝ̵̨̄Ʒ Sílvia Mota Ƹ̵̡Ӝ̵̨̄Ʒ em 21 março 2017 às 0:01

Agradeço tuas gentis palavras.

 

Li teu poema imiscuída no meu próprio universo e, dessa forma, fechei-me às diversas interpretações. Falha, que me permito agora reparar.

 

Não percebi que falavas de um ser único e divino, porque no meu espaço intelectual não existe um “Ele” especialmente ditoso em poder e divindade, mas muitos “eles” humanos e mortais, ao mesmo tempo que eternos e divinais na própria essência... e que se pretendem UM no ritmo universal. Gota e oceano... ou semente e flor. Causa e Efeito, simplesmente. Por tal motivo, lancei um olhar objetivo ao onanista contumaz dos teus versos e, nesse caso, a criação se consolidaria no Desejo e não no Amor.

 

Não considero o pensamento de que aceitar a Filosofia signifique “engolir” o ridículo, mas, ao contrário, significa refletir sobre a posição do ser humano no contexto universal. Reconheço, entretanto, que especulações “vãs e baratas” podem ser tudo, menos Filosofia. Perda de tempo, enquanto o tempo passa faceiro e infalível.

 

Quanto ao Amor... ah, esse Amor... que tudo pode e tudo enxerga... porque transcende o corriqueiro!... Cego é, como afirmas, aquele que não ama.

 

Beijosssssssssssssss

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