Estava lá nesse ano e precisamente no sitio onde se encontravam restaurantes lojinhas de recordações e outras construções muitas das amigas andavam mesmo passeando na base da cratera  eu estava comprando livro numa lojinha   de repente começaram a ouvir-se ruídos e deram alerta os carros de turistas saiam estrada abaixo nosso autocarro esperou pelas amigas que corriam assustadas saímos do local a km já dentro da cidade e na estrada vimos o vulcão a explodir a lava destruiu todos os equipamentos para turistas tendo  invadido tudo mas sorte da cidade a lava encaminhou-se para o extremo do outro lado dirigindo-se para o mar .. e até chegarmos ao barco estávamos na Sicília vimos  aquele espectáculo terrível mas deslumbrante .. se tivesse virado para o lado da cidade seria terrível mas tudo correu bem fiquei deslumbrada mas pensativa  como a natureza pode tudo fazer .. o homem é tão pequenino perante o que nos rodeia ...num segundo tudo pode ficar em nada . e tanta vaidade tanta maldade já tomou conta do ser humano que se mostra como senhores do mundo e da verdade...

O vulcão

De Té

Quando me sinto magoada

Quando me espetam o punhal

e faz sangrar meu coração

Quando sinto que o carrasco

Empunha o machado para me calar

Porque fui crente e descobri a traição

Explode dentro de mim o vulcão

Como trovão não se cala

É sua forma de dizer, que chora sua alma

e deixa que escorra a sua lava

Traça sulcos profundos

por onde passa ,tal a força do desespero

E segue enquanto caminho encontrar,

direito ao mar, onde sua magoa se afunda

Passou por penedias agrestes

derrubou  fantasmas

agitou o silencio ,derrubou castelos altaneiros

Onde a vaidade e a intolerância viviam

Em labaredas destruía a maldade

e uma calda serpenteando arrastava a mentira as palavras falsas

enganosas o oportunismo a falta de amor  

levava consigo tudo que sua dor aguentou

todos os cravos cravados nas suas encostas

aguentou viveu sofreu

e era manso onde pastavam ovelhas saboreando

seu verde fresco nas encostas .

Adormecido quieto calado

<mas há sempre um dia

em que um traço de um raio

rasga o silencio e ouve.se o berro do trovão

~monstros sulcam os ares enchameados

tudo parece um Carnaval de cor e ódio

não ! Ódio não Apenas seu sono foi acordado

e uma luz iluminou sua visão

exorcizou sua decepção, vulcão ficou cansado

e quis assim mostrar que não há bem que não vença o mal

Depois de suas mágoas afundadas

abrandou, ameigou, serenou

a sua luta terminou e viu as feridas que deixou na sua ira

porque o homem mal formado é que agita a natureza

e a semente do tempo o desconfigura

vulcão retirou-se para a caverna escura onde vivia

recolheu-se cansado ao seu silencio e voltou a adormecer

desta vez com medo muito medo do homem

onde o mal germina num crânio mal moldado ´

De Té

Etelvina da Costa

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Comentário de Etelvina Gonçalves da Costa em 23 julho 2017 às 20:12

obrigada Sueli uma honra visitar a minha página . beijinhos.. Sim dolorosos sentimentos  ....

Comentário de Sueli Fajardo em 23 julho 2017 às 11:51

Dolorosos sentimentos. Belos versos.

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