Pintei o horizonte de azul celestial
Salpiquei com cores do nascer do sol
Passarinhos voando felizes e barulhentos
O cheiro de cipreste no ar e flores coloridas

Esperei meu amado com o coração em festa
O encanto da vida presente e castelos construídos
Não me lembrei do vento do destino que tudo modifica
Meu castelo começou a ruir lentamente e dolorosamente

A realidade chega com cores cinza tristonhas e sem opções
A verdade presente e ferina rasga indomáveis meus sonhos desejados
Sangra o fel das entranhas amargando o destino sem retorno.
Não existe céu azul, apenas o negro salpicado de raios e trovões.

Os sinos ressoam tristemente por sonhos, lágrimas caladas rolam.
O entardecer cobre a terra sem o sol, chuva gelada e o vento que geme.
A estrada da vida se fecha sem opções e sem encruzilhadas
Apenas linhas paralelas no horizonte, quem sabe no infinito se encontrem...

Dione Fonseca

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Comentário de Paolo Lim sábado

Bom de ler, sentir, curtir e aplaudir ! Bravoooooo !

Comentário de Dulce de Souza Leao Barros sábado
Emocionante! Lindo!
Comentário de Elías Antonio Almada sábado

Comentário de MARGARIDA MARIA MADRUGA sábado

Belíssimo Dione. Oxalá fosse possível cantar só as belezas.

Comentário de Marcia Portella sexta-feira

Dione, versos tristes e belos...Te abraço

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