PESADELO

Esta noite visitei o dia em que morri
Estendido na cripta da igreja
Mais próxima da casa em que habitei
Olho em volta – Ninguém sorri
Alguns amigos – Poucos que eu veja
Família – E o filho que amei!

Todos à volta conversam, baixinho
Alguém que chega. Me destapa o rosto
Estarei lívido, talvez acinzentado
O esgar de curiosidade de um vizinho
Solene logo se afastou em desgosto
A meditar, sem jeito, ficou especado

Pequenos grupos se vão formando
Conversas soltas, ouço-as demais
Muitas delas a mim dizem respeito
Como homem, como pai e outras tais
Nunca pensei os atributos que juntei
Tão bom que então fui – Até demais!

A noite, o seu ritmo vai marcando
Flores tantas, à volta não me faltam
O Cristo em frente pendurado - Inerte
Piedoso, como quem está esperando
O ímpio filho – Velhas questões ressaltam

Momento da Militante Piedade que converte

Do tanto medo que agora me tolhe
Da Santa Madre Igreja desmentir
Suas proclamadas Doutrinas renegar
Risos malévolos - Quem espera agora colhe
Vitoria sobre os que, na hora, se vão redimir
Da fraqueza e receio proveito a tirar

Chega a manhã - Na cama, despertei
Tenebroso sonho que me quis matar
Na tumba - A minha morte assisti
Horrível pesadelo – Jamais por tal passei
Logo a janela abri para poder respirar
Ajuste de contas que morto eu vivi!

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Comentário de Helder Gonçalves em 20 fevereiro 2018 às 7:34

Bem Hajas Elias Antonio Almada pelo teu comentário

Comentário de Helder Gonçalves em 20 fevereiro 2018 às 7:32

Bem Hajas Dulce pelo comentário

Comentário de Helder Gonçalves em 20 fevereiro 2018 às 7:32

Bem Hajas Elisiário Luiz

Comentário de Helder Gonçalves em 20 fevereiro 2018 às 7:31

Bem Hajas Margarida Madruga

Comentário de Helder Gonçalves em 20 fevereiro 2018 às 7:30

Bem Hajas José Carlos Ribeiro - pela presença e pelo comentário 

Comentário de MARGARIDA MARIA MADRUGA em 19 fevereiro 2018 às 15:37

Eu adoro o assunto morte. Sensacional. Parabéns.

Sinto pelo seu pesadelo.

Comentário de Elisiário Luiz em 19 fevereiro 2018 às 0:12

 Parabéns pois quão favorável e brilhante desdita  Fique bem! 

Comentário de Dulce de Souza Leao Barros em 18 fevereiro 2018 às 21:09
Uau! Também passei por uma situação dessa e despertei desesperada. E com o coração acelerado, agradeci a Deus por não ter chegado a minha hora.
Comentário de JOSÉ CARLOS RIBEIRO em 18 fevereiro 2018 às 19:10

Poema muito reflexivo, 

Comentário de Elías Antonio Almada em 18 fevereiro 2018 às 16:00

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