.

.

Me deslizo sinuoso y serpenteante

en el abismo profundo de la historia.

.

Haces de luz...

Nubes tristonas, vacías,

dejaron su vientre en mi seno vital.

.

.

Baño la tierra sin descanso, silencioso,

ruidoso, manso, furioso, lento, rápido...

Soy río y me río con tanta estulticia.

Me pudres, me violas, me ensucias...

.

.

¿Qué más?

..

Regreso asistido -transparente lluvia-

congelada al caer por altas montañas

con la blanca quietud del sabor a nieve

derretida al calor de la fiel esperanza.

..

Renace mi pureza doblando senderos,

cañones cansados por mi caminar

insistente en vertientes de ocres placebos

verdeando riberas de vida inmortal.

.

.

En mi ciclo no enturbias origen ni meta

aunque sé que detestas dejarme fluir.

Soy superviviente de tu negligencia

y si tú sobrevives, es gracias a mi.

.

Nieves Merino Guerra

17 de febrero de 2017

 

Exibições: 115

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Comentário de Nieves Merino Guerra em 3 julho 2017 às 22:59

Comentário de Nieves Merino Guerra em 13 junho 2017 às 16:14

La imagen puede contener: texto

Comentário de Nieves Merino Guerra em 4 junho 2017 às 10:01

¡Qué alegría verte aqui también, Iván.

 Muchas gracias, amigo, ilustre poeta.

 Besos enormes.

Comentário de Nieves Merino Guerra em 4 junho 2017 às 10:00

Muitissimo obrigada, caro e ilustre Aurélio.

 Uma honra, poeta.

Feliz domingo.

Comentário de José Aurélio Medeiros da Luz em 3 junho 2017 às 21:35

Cara Nieves Merino:
Eis que, desde o alvorecer da caminhada humana, esses caminhos mágicos chamados rios nos fascinam com o fluir de suas águas, em que, desde então, depositamos nossos barquinhos de sonhos.
Obrigado por nos lembrar – de modo sereno mas com severidade – o nosso compromisso para com essas estradas líquidas, que vamos sistematicamente empesteando com displicência.
j. a.

Comentário de Nieves Merino Guerra em 31 maio 2017 às 22:17

Comentário de Nieves Merino Guerra em 26 abril 2017 às 13:25

Comentário de Filomena Azevedo Leite em 24 abril 2017 às 20:18

Belíssimo poema! BJS,

Comentário de Nieves Merino Guerra em 24 abril 2017 às 19:16

Comentário de Iván em 24 abril 2017 às 17:37

Nieves.

Cómo estás. 

Gusto de verte. 

Tu poema... qué puedo decir. 

Es terrible. 

Es impresionante. 

La capacidad de daño que tenemos...

Nada menos que la Tierra...

La Tierra.

Un mundo gigantesco. Un mundo de  gigantesco poder...

Lo tenemos todo herido.

Contaminado, trastornado...

Nuestra casa, Nieves...

Nuestra propia casa...

Gusto de leerte. 

Que tengas buen día. 

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