Réquiem de Uma Alma Desgraçada Ou A Roda de Íxion

Sepultaram-me viva
E me castigaram com a imortalidade
Eternidade punitiva
Com a mais voraz das fomes insaciada
E o mais glacial dos invernos a cobrir meu corpo despido
Consumido em síncrono pelas brasas dos sete infernos
Alma maldita, indigna da clemência do descanso eterno
Agonizando in pertetuum e compondo versos funestos
Já que os anjos não podem ouvir meus gemidos
Contidos pelo mortuário lacrado e cimentado 
Da vida e da luz isolado
À escuridão e à podridão resguardado
Apelo ao lirismo: torne o meu desgraçado flagelo
Ainda que seja miserável, que a poesia o faça belo!
 
25-12-2010

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Comentário de Elías Antonio Almada em 19 março 2018 às 19:51

Comentário de MARGARIDA MARIA MADRUGA em 19 março 2018 às 16:55

Poetisa Denise,

Fiz uma brincadeira.

Seu poema é muito bem construído tanto no tema quanto nos próprios versos.

Uma bela obra. Parabéns.

Comentário de MARGARIDA MARIA MADRUGA em 19 março 2018 às 16:53

Que poema diabólico!

A situação está ruim demais!

Não! Não!

Tudo que me acontece é para o meu bem - Esse é o meu lema!

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