Renuncias

De Té

Os meus desejos levou-os o vento

São ansias que morrem

São esperanças vãs

Sonhos exaltados

Noites perturbadas

Sem amanhã

Renúncias que mordem

Da alma enfadada

e tão arrastada

Agora tenho fome

Não dos teus enleios

Prefiro um caldo quente

Aconchegante

E a bonança

De olhar a serra

Onde chegavam

meus ais sumidos

Já não tenho nada que te contar

Meus segredos ,levou-os o mar

Em murmúrios mirrados

Talvez, que do outro lado do mar,

eles cheguem em ondas serenas

e os escutes, nas noites de luar

Na solidão das horas mortas

De Té

Etelvina da Costa 

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