Renuncias

De Té

Aqui me encontro a cismar

do alto do meu castelo.

Minha alma impelida

Meu corpo dormente

Meu peito ofegante

Equilíbrio oscilante

Raciocínio cogitante

De um amor anelante

De tão arfante

Tacteio sem sentido

Meu corpo ferido

Sinto a emoção

De meu coração

Que bate abatido

De tão constrangido

Quem apagou a minha lucidez?

Sondo entre sombras um lúcido significado

Que me leve do meu castelo

Que me deixe onde ninguém me possa encontrar

E afundar esta memória

Numa cova funda

Mas sou eu que me afundo outra vez

Na solidão das horas mortas

De Té

Etelvina da Costa 

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Comentário de Etelvina Gonçalves da Costa em 11 novembro 2017 às 17:15

A desilusão é a ponta do icebergue  que arrasta  uma relação  para as profundezas  Muito Obrigada pelas suas considerações O meu abraço.

Comentário de JOSÉ CARLOS RIBEIRO em 11 novembro 2017 às 10:38

Palavras que cala dentro de nós de um jeito onde a desilusão esta em nosso coração

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