Já não vagueamos por entre mundos desconhecidos

Talvez não fossemos tu e eu?

As portas abriram-se

Aos rogos de dor e amor

De nossas almas apaziguadas

E voltamos a ser tu e eu?

Os mesmos sim, mais envelhecidos.

 Já não há jardins mortos

São agora lindas alamedas floridas, cheirosas

Onde moram os nossos ressentimentos

E estamos outra vez frente um ao outro

 Que diremos?

 Custam a sair as palavras, apenas nos olhamos

 Nossos olhos dizem o que as palavras não falam

Porque já não há nada a falar

Há apenas a lembrança do que havíamos dito

Não há beleza apenas a renúncia nos prende

Estamos sós perante nós mesmos

Tudo volta ao ponto de partida

 Não há censura nem juízes

 Somos só nós, perante as coisas acabadas

 

Mas o longo abraço selaria o que a angústia não permite dizer

Se não fosse a vulnerabilidade de nossos corações

 Estaríamos passeando pelas áleas até que o cansaço nos tomasse

Tínhamos saltado a página do livro da vida

 Descontinuando o destino

 Fica para outra vez ….

O universo tem muito que fazer

 A noite desceu devagarinho

O céu estava estrelado, incalculáveis estrelas, infatigáveis estrelas

O amanhã será outro dia

Não sei se haverá amanhã

De Té

Pela noite adentro 

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Comentário de Antonio Domingos Ferreira Filho em 4 julho 2018 às 5:43

Bela Poesia amiga das Letras.

Ressentimentos infiltrados em seus versos.Se ressentimentos congelam è mais difícil o perdão e reconciliação.

Abraços fraternos e poéticos.

Antonio

Comentário de Elías Antonio Almada em 2 julho 2018 às 1:31

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