Sou-te sereia, mas não me vês... [Soneto Alexandrino Sensual]


 
Sou-te sereia, mas não me vês...
Senhor, sereia sou, mistério incontroverso,
exibo-me quimera, arranco-te queixumes.
Ao embalo deste mar – fullgás – sou teu reverso,
a dor que não se esconde – um verso em mil perfumes.
Revelo-te em meu corpo as vidas do Universo,
beleza transcendente, arfar de vis ciúmes.
Ao embalo deste mar – fugaz – um corpo emerso,
resvalo ao teu olhar – não brilhas aos meus lumes.
E canto e canto e canto! Excelsa em tom ardente!
Rastejo ao teu mistério e louca em ti delinquo
ao verso, numa estrofe, em mim tudo é cadente!
De que valho em paixão? Em ti nem sou sagrada!
Ao vento do arrebol meu canto tão longínquo
é sonho, é ária, é luz, é sombra, é dor, é nada...

Sílvia Mota a Poeta e Escritora do Amor e da Paz
Cabo Frio, 24 de março de 2010 – 16h34

Fundo musical: Ernesto Cortazar. Dying of love

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Comentário de Ƹ̵̡Ӝ̵̨̄Ʒ Sílvia Mota Ƹ̵̡Ӝ̵̨̄Ʒ em 6 abril 2017 às 0:28

Querida Lufague...

Sempre é uma honra receber-te nos meus versos.

Beijosssssss

Comentário de Ƹ̵̡Ӝ̵̨̄Ʒ Sílvia Mota Ƹ̵̡Ӝ̵̨̄Ʒ em 6 abril 2017 às 0:27

Querida Malu...

Feliz, pela leitura e observações realizadas.

Beijossssssssssssss

Comentário de LUCIA GUEDES (Lufague) em 2 abril 2017 às 2:41

A sereia canta o amor na perfeição da poética melodia! Muito lindo! 

Comentário de Malu Silva em 1 abril 2017 às 19:40

Essa métrica toda sonora e perfeita é vista, hoje em dia, em raros lugares.

Escansão dos versos, procura pela divisão correta e palavras certeiras, hoje em dia, poucos conhecem.

Adorável, Sílvia!!!

Comentário de Ƹ̵̡Ӝ̵̨̄Ʒ Sílvia Mota Ƹ̵̡Ӝ̵̨̄Ʒ em 4 junho 2015 às 18:11

Querida Marcia Portella, tua palavra, para mim, é ouro. Muito obrigada! Beijossssssssss

Comentário de Marcia Portella em 3 maio 2015 às 14:59

Silvia,seus sonetos são  sonhos tecidos em fios de paixão...

'Rastejo ao teu mistério e louca em ti delinquo'

                                                        

Comentário de Ƹ̵̡Ӝ̵̨̄Ʒ Sílvia Mota Ƹ̵̡Ӝ̵̨̄Ʒ em 3 maio 2015 às 14:23

Querido Poeta Geraldo,

Tuas palavras enlevam meu espírito!

Muito obrigada.

Beijossssssssss

Comentário de Geraldo Coelho Zacarias em 2 maio 2015 às 20:40

Quem sabe se não é o medo do teu canto...o medo de prender-se; deixar-se arrebatar?

Sereia...teu canto embriaga!...

Poetisa...deixei-me embriagar...

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Que lindo, poetisa...Intenso...Um arraso; amei; parabéns; bjssss.

Comentário de Mônica do S Nunes Pamplona em 27 janeiro 2012 às 1:20

Muito bom reler teus sonetos.

Os constróis como ninguém!

Parabéns.

Agradeço a oportunidade de desfrutar de todas essas obras.

Bjssss

Comentário de Mônica do S Nunes Pamplona em 12 junho 2011 às 10:50

Nossssaaaaa!!!!!

O encanto de teus versos é simplesmente deslumbrante. O soneto até parece musicado. Mas o que mais chamou-me atenção, foi o último verso; /é sonho, é ária, é luz, é sombra, é dor, é nada.../.

Lindo mesmo.

Parabéns.

Bjss

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