Escorregando pela ampulheta quebrada,

sutil e convenientemente adulterada,

escondida, rejeitada;

Perpetuando histórias à serem contadas -

plenas de dramas ou gargalhadas -,

vai o tempo até sua próxima parada, 

estação, época ou nada...

Nunca sai de seu ritmo e passadas,

estabelecendo horas, dias, noites, madrugadas -,

nos ensinando, amadurecendo, mata...

Amigo e protagonista,

mestre disfarçado,

nos cobra o dado

na vida, ao seu agrado.

Doa flores, primaveras e juventude,

mas temos que aturar seu lado zangado,

paradoxal, inexplicável e forte;

O tempo real constrói e desfaz a sorte

para, ao final , nos ofertar

o colo da morte.

Puro deboche...

            Julho/2015

 

 

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Comentário de Paolo Lim em 5 agosto 2015 às 20:15

Waulena d'Oliveira Silva: Você não imagina o prazer que sinto por poder ser bem avaliado tão nobre e talentosa poetisa... Obrigado de coração. Bjs. Paolo.

Comentário de Paolo Lim em 5 agosto 2015 às 20:10

 Mônica do S Nunes Pamplona a estima pelos seus comentários pode ser medida pelo tamanho da minha ansiedade em recebê-los. Esta fidelidade tão gentil que me devota, mais que encantar, incentiva, Bjs agradecidos. Paolo. 

Comentário de Waulena d'Oliveira Silva em 5 agosto 2015 às 3:56

Por vezes difícil comentar teus textos, Amigo, porque são sempre maravilhosos !

Adorei mais este.

Escorregando pela ampulheta quebrada,

sutil e convenientemente adulterada,

escondida, rejeitada;

Perpetuando histórias à serem contadas -

plenas de dramas ou gargalhadas -,

vai o tempo até sua próxima parada, 

estação, época ou nada... "

Bjss  Wau

Comentário de Mônica do S Nunes Pamplona em 31 julho 2015 às 3:04

Esse "PURO DEBOCHE..." no final, encerrou com frase de ouro.

Mais uma grande criação, querido poeta.

Parabéns.

Bjssss

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