Traição

De Té

Mil solidões

é o que sinto

Logro do meu inconsciente,

que meu corpo, e minha alma

aguentaram firmemente.

Pensando bem

Arrisco dizer

Logro apenas

Desse pensar de dentro

comecei a olhar para fora

Consciencializei

essas irreais

inermes solidões

Desarmada indefesa

por longa e forte afeição

O sentimento de abandono

marcou o ressentimento de perda

O mundo ruia a meus pés

Enfatizei o problema

Reverti os pensamentos

Quebrei as correntes que sentia apertar-me

Bebi do elixir do esquecimento

Mas doía tudo, dentro de mim

A ruim traição, tinha-me apanhado

A vil mentira , sádica, amorfa, requintada

E ainda chamo por ti

Como se não soubesse onde estás. ….......

De Té Etelvina da Costa

Exibições: 29

Comentar

Você precisa ser um membro de Poetas e Escritores do Amor e da Paz para adicionar comentários!

Entrar em Poetas e Escritores do Amor e da Paz

Comentário de Etelvina Gonçalves da Costa em 23 setembro 2017 às 12:13

Obrigada Sílvia pelo comentário e pelo destaque ... Não escrevo para ser destacada mas fico honrada  quando acontece .Escrevo o que sinto para exorcizar o que desertifica minha alma ou o que a alegra, não tenho tempo nem medida escrevo sempre de acordo com o momento que vivo  Por vezes tenho certo receio do que escrevo .... meus momentos oscilam de acordo com o que vivo Neste momento vivo o dilema de me abstrair dos sentimentos e emoções do dia a dia  e esfriar, partindo para poemas simples ,de poucas palavras minimalistas abstrair-me desse hábito de romancear ou ser tão intimista..O poeta quando escreve imbuído de emoção transcende sua emoção espraia-se até se esgotar .. Isto é o que penso . Neste poema emocional intimista a emoção me toma... escrevi e nada tirei do que minha alma ditava adoro seu cuidado em ler e demarcar o que mais foi relevante no poema ou seja neste caso o epilogo  que arremata  que correu o risco de sair um pouco a distorcer a emoção descritiva   obrigada ..beijinhos

....   

Comentário de Ƹ̵̡Ӝ̵̨̄Ʒ Sílvia Mota Ƹ̵̡Ӝ̵̨̄Ʒ em 23 setembro 2017 às 7:39

 Expões em versos as consequências poéticas da traição. O poema é belo, por inteiro, mas permita-me destacar o final, pela realidade nostálgica que desfralda:

"Bebi do elixir do esquecimento

Mas doía tudo, dentro de mim

A ruim traição, tinha-me apanhado

A vil mentira, sádica, amorfa, requintada

E ainda chamo por ti

Como se não soubesse onde estás."

Simplesmente, belo!

Parabéns!

Beijosssssssss

Membros

Poema ao acaso...

Pensamento do dia

Portal para 38 Blogs-Sílvia Mota

Badge

Carregando...