Tributo ao Poeta Ferreira Goulart!

Ferreira, “o que vem da terra, rica em ferro”,
Goulart, “guloso, comilão, ou aquele que grita”…
Então assim fostes tu, poeta que hoje nos deixa,
Saudosos de suas rimas e de sua forte escrita,
O homem forte como ferro, guloso e comilão,
O que gritou e ainda grita, no teor de suas entrelinhas,
Com a pena de sua caneta um bloco, ou um caderno,
No teclado da velha máquina de escrever,
Ditaste na ditadura, em versos, trovas e poemas,
Que a liberdade das palavras, deveria ser respeitada,
Sem medo da retaliação, da política dos generais,
Que levavam para os calabouços obscuros das prisões,
Todos os que assim abusavam “De enfrentar os mandões”…
Então, assim como tantos outros, recolhestes no exterior,
Com certeza infeliz, deixando para trás a luta,
Pela Democracia de seu país…
Ao voltar não escapastes, de também sofrer as algúrias,
Da cela fria de uma prisão, por voltar para a frente guerreira,
Que enfrentava os comandantes, que assim faziam com todos,
Que buscavam por um Brasil, livre e desimpedido,
Das repreensivas decisões, que ao povo limitava,
Ouvir e obedecer, sem retrucar ou demonstrar qualquer reclamação,
Ao ser liberto engajou-se, novamente sem temor,
Com seus escritos voltados sempre a defender,
“A Liberdade De Expressão”…
Logo após que tudo termina, e embora falsa nos chega,
A liberdade democrática, o voto direto presidencial,
Enaltecido então foras, acadêmico das letras,
Reconhecido na Acadêmia, com a mais briosa das condecorações,
Poeta Ferreira Goulart, orgulho de todos nós, poetas e pensadores,
Que entre versos e trovas, poemas e poesias,
Expressamos nossos amores, tristezas e alegrias,
Como aqui hoje me expresso, com os olhos mareados,
De lágrimas de grande saudade, despedindo-me de tu nesta vida,
De forma poética, admirante e fraterna,
Esperando por novo encontro, contigo e sua bela poesia,
No repousar da vida eterna…

Gutemberg Landi
04.12.2016

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Comentário de Críspulo Cortés Cortés em 5 dezembro 2016 às 4:33

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