Ofereço este singelo fruto da minha inspiração,

à querida amiga, poeta e escritora Marcia Portella,

pela leitura que faz da minha alma, através dos meus poemas.

A imagem que ilustrava o poema foi transferida

para o Grupo "Imagens Sensuais" da Rede Belas Artes Belas.

Um infinito amor nas nuvens do Infinito

Nas brumas da saudade há beijo apunhalado,

viés de amor perdido em luz-paixão fecunda.

Revivo na lembrança o olhar que afoito inunda

de verve entusiasmante a flor desse pecado.

O céu transborda em cor e abriga o sonho amado,

que em mar interstellar formoso se aprofunda.

No palco sem festim de história moribunda

atesto em pranto d’ouro o fausto do passado.

Dilúvio no jardim – ah! vida mentirosa!

Silêncio faz morada e assume a cor do cisne

que é negro ao cintilar do Sol em verso e prosa.

Entrego-me à tristeza – há dor em tempo inteiro!

O sofrimento aflora e canta em pranto tisne

a busca entre os lençóis do teu robusto cheiro.

Sílvia Mota a Poeta e Escritora do Amor e da Paz

Rio de Janeiro, 26 (17h26) e 30 de abril de 2017 (00h17)

Fundo musical: ♥O Cisne. Saint Saëns♥

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Comentário de Paolo Lim em 14 maio 2017 às 19:46

A qualidade artística deste soneto salta aos olhos do mais obtuso censor. Creio que estas medidas restritivas que abundam no Facebook e outras Redes Sociais são resultantes de análises eletrônicas que não distinguem qualidade, mas apenas fotos e palavras que isoladamente acionam o bloqueio. Cabem reclamações e esclarecimentos. Me solidarizando por este absurdo que sofreu, lhe envio um beijo.  

Comentário de Miriam Inés Bocchio em 10 maio 2017 às 22:19

Comentário de Vera Regina Cazaubon em 8 maio 2017 às 0:12

Magníficooooooooooooooooooooooooooooo, percepções, sensações, emoções e sentimentos aflorados na alma e na pele. Ler-te preenche as lacunas entre sonhos e realidade. Parabéns querida poetisa,beijos no  coração.

Comentário de Marcia Portella em 6 maio 2017 às 20:59

Linda, minha alma fragilmente pousa acolhida em suas letras,
deixando em cada verso, o gosto do mar ausente

Te abraço

"Dilúvio no jardim – ah! vida mentirosa!
Silêncio faz morada e assume a cor do cisne
que é negro ao cintilar do Sol em verso e prosa."

Comentário de María Cristina em 3 maio 2017 às 23:08

Bellísimo poema Maestra, siempre es un gran placer leerte.

Beijos

Comentário de Dulce de Souza Leao Barros em 2 maio 2017 às 5:26
Seus poemas sempre me encantam. São belos e profundos. Parabéns, amiga Silvia.
Comentário de Marcia Cristina B. N. Varricchio em 1 maio 2017 às 19:30

Que lindo!

O soneto, a música (que me traz recordações doces), o sentimento que nos faz mergulhar...

"Nas brumas da saudade há beijo apunhalado..."

Silencio. Abraço-te. 

Comentário de Ƹ̵̡Ӝ̵̨̄Ʒ Sílvia Mota Ƹ̵̡Ӝ̵̨̄Ʒ em 1 maio 2017 às 16:44

Querida Filomena, teu belo comentário preenche de alegria meu coração, nesta tarde de domingo.

Beijossssssssss

Comentário de Filomena Azevedo Leite em 1 maio 2017 às 12:34

Sílvia, encantada com seus poemas! Esse que acabo de ler ultrapassa a todo meu encantamento com esse soneto Alexandrino! Você é mestra, querida! Bjs.

Comentário de Ƹ̵̡Ӝ̵̨̄Ʒ Sílvia Mota Ƹ̵̡Ӝ̵̨̄Ʒ em 30 abril 2017 às 18:47

Estimada Margarida, é sempre assim, pelas sendas da Arte, como um todo. Quando nos presenteias com as tuas imagens artísticas, também expressas a própria alma através delas.

Tua presença nos meus versos é uma honra.

Beijosssssssss

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