XXXII

  

Tu és formosa Vita, o fausto nume

Onde vates e santos cá se rendem,

Pois para esparzir, ao Céu, perfume,

Do verso de teu riso só dependem.

 

E quão de tua vista se desprendem

Esplendorosos astros de alto lume,

Raios de luz, o Céu, ferindo fendem,

Que mais alvura dá ao vasto cume.

                     

De onde cantam Musas e Amores

Com elevada voz ao Deus-pequeno,

Que lá a esperar-te com mil flores

 

Na destra traz a ceta e o veneno,

Que pode transformar vis pecadores

No Anjo que tu és Casto e ameno...

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