Dádivas

 

Quando nasci me foram dados dons

Não sei se a contento os usei

Ou se descontinuei tudo que eu aprendi.

Desaprender para mim, é poesia

Tudo saber, é pura heresia.

 

Às vezes, me espanto, com os meus dessaberes

Com os meus desacertos

E tantos recomeços.

Sou um ser de interrogações.

 

E se, desatento, esqueço

De pulverizar minhas certezas

Me faço cobranças e exigências.

Não me reconheço.

Um estranho anônimo, mora em mim.

Ou seria um João, um Antônio

Um alado Serafim?

Tem dias que   alcanço minhas asas

E voo, sem acaso

Serafim alado.

Sigo e...

Para onde flores

Espalho  todos os dons que me foram dados.

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