O Homem que conheci ontem

 

10664547456?profile=RESIZE_400xO homem que conheci ontem

De Té

 

O homem que conheci ontem

Foi lume sofredor nos meus olhos embaciados

Foi gemido no sopro que me arrefeceu.

Foi boca de fogo que gemia em mim

Foi libertinagem juvenil onde o reconheci

Foi musica de Czerni imitando uma velha valsa

Onde ardem meus beijos em cristais em brasa

 

O homem que conheci ontem

De mãos tão tremulas e enrugadas

refulgiam e volatilizavam mágoas

Em passos incertos em lentos rastos

Eram mãos tão brancas, como o gelo de Marte

E acendeu ali a minha grande mágoa

Queixumes se ouviam de almas tão enregeladas

 

O homem que conheci ontem

Mas já o conhecia, e lembro-me bem como ele olhava

Seus olhos brilhantes de sonhos despojados

Seus sonhos partidos trazia-os nos braços

Amor escondido desejos esmorecidos

Amores estremecidos, era seu mau destino

arfava a tremer de ar consternado

 

Mas deixei que seguisse tolhido nas fráguas

porque trazia as mãos tão destroçadas?

Ao longe visionei essa sombra na névoa embrulhada

e estão reparei nas correntes pendentes tão arrastadas

era seu destino em águas turbulentas

Caiu -me uma lágrima

De Té

Serra da Arrábida

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