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"Seul e as “medidas macroprudenciais”

Evilazio Ribeiro – Graduando em Direito

 

Numa altura em que o mundo desenvolvido ainda luta para deixar a recessão para trás e se repete em queixas contra a desvalorização da moeda chinesa, os negociadores do G20 não conseguiram ultrapassar as suas divergências sobre como evitar uma guerra cambial.

A cúpula de Seul, que reuniu os presidentes e chefes de governo das 20 economias mais ricas do planeta, acabou produzindo uma nota vaga de compromissos genéricos, mas não eliminou os principais entraves ao crescimento harmonioso dos povos. A guerra cambial não foi enfrentada a não ser com palavras e estas insuficientes para dar uma orientação segura e impor caminhos efetivos. O G20 chegou a um consenso para enfrentar “tensões e vulnerabilidades” e para imprimir “linhas indicativas” para medir os desequilíbrios. O Brasil, por sua vez, conseguiu uma vitória. O comunicado assinado ontem pelos líderes do G20 admite o uso de controle de capitais por países emergentes que enfrentem a valorização indesejada de suas moedas em razão do aumento do fluxo de recursos externos ocasionando reservas inadequadas e taxas de câmbio sobrevalorizadas, poderão adotar “medidas macroprudenciais cuidadosas”, diz o comunicado, mas sem usar a expressão “controle de capitais”, exatamente o caso do Brasil. “Isso é absolutamente inédito”, diz Guido Mantega.

O Brasil teme que a assimetria entre os distintos crescimentos possa resultar em políticas de protecionismo comercial, num momento em que o mundo precisa expandir a produção e o consumo para eliminar as seqüelas da crise que começou em 2008 e que continua agora na forma de uma guerra cambial.
O País precisa se preparar para oscilações globais decorrentes da crise e para adotar as medidas cabíveis para evitar que a economia seja afetada negativamente pela disputa entre EUA e China e pela insuficiente capacidade de impor uma regulação capaz de evitar a disseminação dos problemas.

 Ninguém está ao abrigo das tormentas que podem advir do confronto entre as potências econômicas globalizadas. O novo mundo que está nascendo representa um desafio para países que se apresentam para ocupar um espaço mais efetivo no mapa global da economia e da diplomacia.

PARA PENSAR: “O delírio dos erros incuráveis se exacerba com os embaraços opostos pela razão”. Rui Barbosa.

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O direito e as dunas móveis no Ceará

O DIREITO E AS DUNAS MÓVEIS NO CEARÁ

Evilazio Ribeiro – Estudante de Direito

A consulta pública sobre a minuta do decreto de Zoneamento Ecológico-Econômico (ZEE) que restringe em 100% o uso de dunas móveis no Ceará foi encerrada. Devemos preocupar quando o governo estadual justifica a iniciativa como sendo destinada a “equilibrar desenvolvimento econômico com preservação ao meio ambiente”, e a urgência do procedimento como necessária para salvar o que resta das dunas móveis do Ceará, O Procurador da República no Ceará Alessander Sales diz muito bem: “As dunas são patrimônio da humanidade, matéria prima e energia para a sobrevivência dos ecossistemas costeiros, sobretudo das gerações futuras. Preservar as dunas é uma exigência histórica de pesquisadores, ambientalistas, comunidades tradicionais e indígenas. Continuar cedendo parte significativa para implantar grandes empreendimentos imobiliários e turísticos, é de custo sócio ambiental elevadíssimo... Nossas dunas não devem ser transformadas em mero produto do turismo de massa, em objeto de consumo desregrado para alimentar um progresso a qualquer custo”. Alem de não ser observada que as dunas são áreas de preservação permanente e a resolução Conama 369/2006 só admite a sua utilização excepcionalmente, em casos de finalidade pública ou de interesse social. 

A questão ambiental surge como um marco, uns divisores de águas da transformação da base econômica apontando para o surgimento de uma nova revolução social, um novo antropocentrismo, e o direito têm um papel primordial na concretização dessa nova era, a era da humanização do homem. A desobediência das ‘leis universais’ é no mínimo uma estupidez, e é essa desobediência que está levando o homem ao fracasso.  Como a maioria dos animais, o homem se preocupa em satisfazer necessidades básicas (fome, sede, sexo, etc.), mas só a satisfação de suas necessidades materiais não é o suficiente para torná-lo feliz. Ele necessita de muito mais para ‘ser humano’ em sua plenitude. Precisa atender à sua necessidade de crescimento interior, da expansão de sua criatividade, do seu relacionamento social, da busca da verdade e da justiça. Vê-se importante que o direito volte, como nos tempos dos pré-socráticos, a contemplação do patrimônio moral do homem (tão ou mais valioso do que o material), pelo simples fato de que o homem não é só ‘físico’, mas também um complexo psíquico e espiritual.

A ‘verdadeira vida’ do homem, roubando-lhe sua alma e invadindo o seu direito de defesa mental, e ao direito caberá a difícil tarefa de dar garantias reais da única liberdade material humana possível de ser alcançada: a liberdade de pensar.

Essa idéia de que “Deus seja a imagem e semelhança do homem” foi fortalecida em uma corrente de pensamento que se consolidou no decorrer da história com um arcabouço ideário de várias correntes de pensamento:

Platão definiu o homem como ‘raça superior’, Aristóteles distinguiu o homem dos outros animais pelo desejo natural do conhecimento, Santo Agostinho afirmou ser o homem a criatura preferida de Deus, Tomás de Aquino acrescentou que a diferença entre homem e os animais se dá em função da razão e inteligência; para Montesquieu o crédito do conhecimento é prerrogativa do homem; Rousseau acrescenta o livre-arbítrio como característico humano. Todas essas correntes tem um elo fortíssimo a um antropocentrismo que acabou por apartar o homem da natureza. Como se ele não fizesse parte do todo, acabando por afetar, de forma profunda, a ‘verdadeira vida’ ma terra. Questões como governança e desenvolvimento sustentável, embora inseridas no contexto de política ambiental ou política do meio ambiente, são tão complexas e confusão que quando se fala em ciências do ambiente somente se pensa em ecologia. Quando na realidade deveria ser tratado dentro de uma visão social mais completa e inserindo atenções a várias outras ciências tais como a economia, a política, e o próprio direito, dentre muitas outras que juntas formam o complexo e multifacetado organismo social.. É importante refletir sobre o provérbio: "Somente quando for cortada a última árvore, pescado o último peixe e poluído o último rio, é que as pessoas vão perceber que
não podem comer dinheiro".  

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ELEIÇÕES SEM DEBATE NEM EMBATE

ELEIÇÕES SEM DEBATE NEM EMBATE

EVILAZIO RIBEIRO

 

Confesso que, como brasileiro que assisti o ultimo debate da Rede Globo, já num palco de sonolência profunda, cheguei a sentir orgulho da nossa Democracia, embora tenha sentido algo meio "engessado" para a nossa acirrada atmosfera política. 
A história da Democracia Brasileira caminhou grande parte do tempo por uma tendência Bipolar entre a Esquerda e a Direita. Hoje se percebe nitidamente que, ou a direita sumiu, ou que a esquerda se camuflou muito bem!

Plínio foi o único candidato a esboçar algumas antigas idéias sociais de esquerda mais radical, que já não cabe no momento de avanço político... Serra, me pareceu a representação, às vezes um tanto enfadonha, da Social Democracia e do Neo Liberalismo. Marina foi algo entusiástico, com a animação, o frescor de tudo que é novo. Dilma compareceu já com pose de Estadista, uma montagem desesperada da situação, teve um discurso pobre, que não convenceu. Mas tem o apoio incondicional da máquina Lula e de parte da mídia, o que é tudo, mas não para o Brasil.

A experiência do primeiro turno deixou lacunas, denunciada pela imprensa e por vozes da opinião pública, quanto a qualidade insuficiente dos debates. O segundo turno abre uma oportunidade para que isso ocorra. Aspectos éticos e posições ideológicas não podem ser excluídos da campanha, mas o padrão da discussão de cada um desses aspectos precisa ser adequado, sem exageros mentirosos e sem ataques pessoais. A sociedade precisa conhecer o que pensam e como agem seus dois candidatos para ter condições de escolher melhor.

Transformar o nada em tudo e esse tudo na verdade, na fundação principal de crenças e comportamentos, é uma forma interessante de viver nas sombras (aos moldes da Caverna de Platão). Contar histórias, criar e recriar a realidade, é, sem dúvida, uma das nossas diferenças em relação aos outros animais. Questionar alguma idéia do que somos, “o mito Lula” o que era para ser expressão de liberdade, torna-se dominação e nem sempre sair da “caverna” é confortável!

Sou dos que acham que temos que fazer de cada eleição um verdadeiro show para a democracia. Votar é um compromisso que vale vidas, que vale medicamentos, hospitais, salários decentes, moradia, educação, meio ambiente, cultura e lazer etc. Só existem os vales esmolas (bolsa família, vale gás, vale leite e outros vales) pela omissão participativa da sociedade. Na democracia quem faz, o país é o povo. “E cada povo tem o político que merece.”

Tem um ditado que diz: “Não importa o quanto você foi longe no caminho errado. Volte para trás.

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Que a nossa "A SENSIBILIDADE"  ensine a contemplar 
as coisas simples e a navegar nas águas da emoção.
Que o "A VIDA" nos ensine a não ter medo de viver e
a superar os momentos mais difíceis da sua história.
Que o "O AMOR" nos ensine que a vida é o 
maior espetáculo no teatro da existência.

Não somos perfeitos. Decepções, frustrações e perdas 
sempre acontecerão, mas Deus é o artesão do espírito e da alma humana.
Não tenha medo! Depois da mais longa noite surgirá o mais belo 
amanhecer. Espere-o!

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PENSAMENTO DE FIM DE ANO

PARA PENSAR:

“Alegrias para um ano novo e outra chance para nós acertarmos” Oprah Winfrey.

 

 “Para ganhar um ano novo que mereça este nome, você, meu caro, tem de merecê-lo, tem de fazê-lo de novo, eu sei que não é fácil, mas tente, experimente, consciente. É dentro de você que o Ano Novo cochila e espera desde sempre” Carlos Drummond de Andrade.

 

Pai Nosso, que estais no Céu / Santificado seja o Vosso Nome / Venha a nós o Vosso Reino / Seja feita a Vossa Vontade / Assim na Terra como no Céu / O Pão Nosso de cada dia nos dai hoje / Perdoai-nos as nossas ofensas / Assim como nós perdoamos a quem nos tem ofendido / E não nos deixeis cair em tentação / Mas livrai-nos do Mal / Amém”,

 

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PARA REFLETIR: .

PARA REFLETIR:

Bom dia.
Muita paz e luz !

 “Onde não há igualdade, a amizade não perdura” Platão.

“Não plante amor se não pode cultivá-lo. Cada um tem de mim exatamente o que cultivou... Se o que tens a dizer não é mais belo que o silêncio, então cala-te” Pitágoras

“Para aqueles que não entendem de amor, a Terra não é redonda nem quadrada... Plante amor e paz e a vida lhe trará colheita de paz e amor” Chico Xavier.

“O mal da igualdade é que nós só a queremos ter em relação aos nossos superiores”

Henry Becque.

 

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abortar ou não

ABORTAR OU NÃO ABORTAR?

As divergências são profundas e não se circunscrevem aos argumentos jurídicos, morais ou de saúde pública, envolvendo também crenças religiosas. E, no Brasil, não teria como ser diferente. Aqui, vigora o Código Penal, editado em 1940, que optou pela criminalização do aborto nos seus arts. 124 a 128.

Há algum tempo, discute-se a revisão destas normas. Neste sentido, o Governo brasileiro, em louvável iniciativa, instituiu Comissão Tripartite, composta por representantes dos Poderes Executivo, Legislativo e sociedade civil, destinada a repensar o posicionamento do nosso Estado sobre o aborto.

O aborto é de forma legal, permitido no Brasil em duas circunstâncias: quando a gestante corre risco de morte ou em caso de estupro.

O Senado está trabalhando numa ampliação dos casos de aborto legal da seguinte forma: inseminação artificial sem concordância; anencefalia (feto sem cérebro) ou doenças físicas e mentais graves; em caso de risco à vida da gestante; e, por vontade da gestante, até o terceiro mês (12 semanas), quando médico ou psicólogo constatar que a mulher não apresenta condições de arcar com a maternidade.

Aliás, nossa vida é assim: um mundo de provas, sonhos e expiações. Partindo, então, do princípio de que tivemos o aval Deus, há os que acham que não existe ninguém que tenha o direito de abreviar a vontade do criador. Devendo partir do princípio de que a nós como seres vivos, foi dada a oportunidade de respirar este ar que nos cerca, de sentir a brisa, de compartilhar momentos juntos dos nossos familiares e da comunidade em que vivemos, de celebrar vitórias, conquistas e até de aprender com nossas dificuldades e derrotas. Não podemos ver como uma afronta à vontade da mulher perante seu próprio corpo, quando deseja o aborto.

Para mim, é uma afronta à vida, à vida de um ser humano que está em formação e indefeso. Uma vida que está tendo a oportunidade de, mais uma vez, resgatar laços ancestrais. Aquela vida que é gerada a partir do exato instante da fecundação da célula reprodutora masculina com o óvulo feminino. “Ali, nasce um ser vivo a estrela da vida”.  Às vezes, fico me perguntando: como seria a vida se alguém tivesse decidido que eu não devesse estar aqui? Se meus pais não tivessem tido a oportunidade de me dar à chance de viver? Não consigo pensar em me ver sentindo a sensação de não ter, um dia, apertado minha filha nos braços, de ver meus irmãos, meus sobrinhos, meus semelhantes. A vida é linda e para ser vivida! De tantos abortos praticados, e que colocam a vida da mulher em xeque, além dos riscos psicológicos que envolvem a temática, ainda fica uma dúvida: por que, ao invés de decidir pelo fim daquele ser, não dar a oportunidade para que ele nasça e seja adotado legalmente por alguém que possa lhe dar e receber todo o amor que ele merece? Como se vê, a questão é mais profunda do que qualquer lei, decidida por homens que tiveram a oportunidade de ser fecundado e de nascer, como eu, de estar aqui escrevendo. Todo ser humano tem o direito à vida, independentemente da condição que pareça ter. Como leigo que sou, é que eu sou pela vida. Todos nós estamos aqui por um propósito. Nada é por acaso. Nem a vida.

“A gente tem que sonhar, senão as coisas não acontecemOscar Niemeyer

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compreendendo a morte

 

 

 

 

COMPREENDENDO A MORTE

EVILAZIO RIBEIRO

O que se extingue quando um ser vivo “morre”?  Talvez a compreensão da morte explique a vida ou a compreensão da vida explique a morte. Como a matéria “destituída de vida” se organiza para produzir vida, e vida consciente? O físico Evan Harris Walker sugeriu que “a unidade básica da consciência é o próprio quantum”. De forma semelhante Max Delbrück (1.906-1.981), biólogo molecular e prêmio Nobel em 1.969, observou que não existe linha divisória clara entre o mundo vivo e o não vivo. Ele propôs que o que se pode chamar de vida também está presente nas unidades fundamentais como átomos e moléculas

James Watson e Francis Crick ao descreverem a estrutura do DNA, a molécula que guarda a informação para o desenvolvimento de todos os seres vivos. A partir de então, a comunidade científica passou a trabalhar com quatro compostos básicos à formação de um “ser vivo”: aminoácidos, açúcares, bases nitrogenadas e fosfatos. Nenhum cenário proposto, até o momento, conseguiu reproduzir essa matéria prima.

Uma teoria de Oparin-Müller, por exemplo, afirma que a origem da vida ocorreu ao acaso a partir de uma descarga intensa de energia sobre um oceano. Tudo nos faz buscar explicações em diferentes religiões defendem doutrinas diferentes quanto ao estado do homem na morte.

Há as que dizem que a alma sai do corpo quando a pessoa morre e vai para outro mundo, para o céu, inferno ou purgatório. Outras defendem o arrebatamento. Outras creem que a alma fica num lugar provisório e depois vai ao céu. Há os defensores da reencarnação. Mas, afinal, o que mais lido livro no mundo (Bíblia) diz sobre isso?

O que a Bíblia diz sobre a estrutura do ser humano?

 Vejamos em Gênesis (verso 7 e 2:7), a “fórmula” do homem que diz: “E formou o Senhor Deus o homem do pó da terra, e soprou em suas narinas o fôlego da vida, e o homem passou a ser alma vivente.” Aí é dito que o homem passou a ser alma. (E, não a ter uma alma). i) Pó da terra: Quando Moisés escreveu o Gênesis na Bíblia, não conhecia os elementos químicos que compõem o homem, daí escrever pó da terra. Hoje sabemos que o corpo humano é constituído por sistemas e órgãos formados por elementos químicos que existem na natureza como o oxigênio, hidrogênio, carbono, nitrogênio e outros.

ii) Fôlego de vida: Teólogos insistem que Deus soprou nas narinas de Adão um tipo de espírito vivo que se uniu ao corpo de Adão e o fez viver, mas não é o que a Bíblia diz. 
A palavra espírito, do Latim “spiritus”, significa “respiração”, “sopro”. Associam spiritus a “alma (vida)”, “coragem”, “vigor”, mas o verdadeiro significado é “respirar, soprar”. No grego “pneuma” = respirar. Deus soprou o ar (oxigênio) nas narinas de Adão que passou a viver.

Se o primeiro procedimento para cuidar do afogado é tentar retirar a água acumulada nos pulmões da vítima. Depois é feito respiração boca a boca injetando o ar nos pulmões dela para tentar reanimá-la (parecido com o fôlego de vida que Deus soprou nas narinas de Adão). 
Veja a Bíblia: Eclesiastes (3:19-20) “Porque o que sucede aos filhos dos homens, isso mesmo também sucede aos animais, e lhes sucede a mesma coisa; e todos têm o mesmo fôlego (ar, respiração), e a vantagem dos homens sobre os animais não é nenhuma. Todos vão para um lugar; todos foram feitos do pó (elementos químicos), e todos voltarão ao pó”. A Bíblia não encontro nada escrito, de um espírito ou alma com vida independente do corpo físico.

iii) Ser alma vivente: Quando a Bíblia diz que o homem passou a ser e não a ter alma vivente. Segundo ela alma significa vida, ser humano vivo. 
Os termos das línguas originais (hebraico: néfesh; grego: psykhé), da Bíblia, mostram que “alma” é a pessoa com vida.

A origem do ensino de que a alma humana é invisível e imortal, 
não vem das Escrituras Hebraicas ou das Gregas Cristãs, mas sim da antiga filosofia grega, do pensamento religioso pagão. (Ninguém tem dúvidas).

Textos da Bíblia sobre alma como pessoa viva: 
Ezequiel (18:4): “Eis que todas as almas (vidas) são minhas; como o é a alma (vida) do pai, assim também a alma (vida) do filho é minha: a alma (vida ou pessoa) que pecar, essa morrerá”. 
Atos (2:38-41): “E disse-lhes Pedro: Arrependei-vos, e cada um de vós seja batizado em nome de Jesus Cristo, para perdão dos pecados; e recebereis o dom do Espírito Santo; … E com muitas outras palavras isto testificava, e os exortava, dizendo: Salvai-vos desta geração perversa. De sorte que foram batizados os que de bom grado receberam a sua palavra; e naquele dia agregaram-se quase três mil almas [vidas ou pessoas]”. Atos (7:14): “E José mandou chamar a seu pai Jacó, e a toda a sua parentela.

Fica assim a fórmula do ser humano na Bíblia: 
pó da terra (elementos químicos) + fôlego da vida (ar com oxigênio, etc.) = alma vivente, ser vivo ou criatura.

Gostaria agora de comentar o que a Bíblia diz, então, diz sobre o que ocorre quando a pessoa morre: Eclesiastes (12:7): “E o pó volte à terra, como o era, e o fôlego volte a Deus, que o deu”. 
Assim, para a Bíblia, a morte é nada mais do que o inverso da vida. O corpo é sepultado e com o tempo dissolve-se na terra (ou é cremado, etc.) e o fôlego (ar) que mantinha o corpo vivo, volta para Deus, que o deu. 
A Bíblia não menciona nenhum tipo de espírito que sai do corpo e vai para algum lugar se aperfeiçoar, ou que encarna em outro corpo, ou vai para o purgatório, inferno.
A única passagem bíblica que pode dar margem a algo diferente disso, mas que não tem nada a ver com as interpretações que vemos por aí, está em Lucas (16), a parábola do rico e Lázaro.

Para minha conclusão pense numa analogia: Imagine uma lâmpada acesa. Ela está acesa porque recebe energia da Central Elétrica. A lâmpada seria o corpo humano (pó da terra). A luz surge nela porque chega energia (fôlego de vida) da Central Elétrica (Deus). Ao apagar a luz, a lâmpada está ali (corpo físico sem vida), e a energia (vida) que a mantinha acesa (viva) está na Central (Deus). É isso o que a Bíblia revela.

“Viver é ver a luz do Sol” Homero (século IX A.C.)

 

 

 

 

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COMPREENDENDO A MORTE

 

 O que se extingue quando um ser vivo “morre”?  Talvez a compreensão da morte explique a vida ou a compreensão da vida explique a morte. Como a matéria “destituída de vida” se organiza para produzir vida, e vida consciente? O físico Evan Harris Walker sugeriu que “a unidade básica da consciência é o próprio quantum”. De forma semelhante Max Delbrück (1.906-1.981), biólogo molecular e prêmio Nobel em 1.969, observou que não existe linha divisória clara entre o mundo vivo e o não vivo. Ele propôs que o que se pode chamar de vida também está presente nas unidades fundamentais como átomos e moléculas

James Watson e Francis Crick ao descreverem a estrutura do DNA, a molécula que guarda a informação para o desenvolvimento de todos os seres vivos. A partir de então, a comunidade científica passou a trabalhar com quatro compostos básicos à formação de um “ser vivo”: aminoácidos, açúcares, bases nitrogenadas e fosfatos. Nenhum cenário proposto, até o momento, conseguiu reproduzir essa matéria prima.

Uma teoria de Oparin-Müller, por exemplo, afirma que a origem da vida ocorreu ao acaso a partir de uma descarga intensa de energia sobre um oceano. Tudo nos faz buscar explicações em diferentes religiões defendem doutrinas diferentes quanto ao estado do homem na morte.

Há as que dizem que a alma sai do corpo quando a pessoa morre e vai para outro mundo, para o céu, inferno ou purgatório. Outras defendem o arrebatamento. Outras creem que a alma fica num lugar provisório e depois vai ao céu. Há os defensores da reencarnação. Mas, afinal, o que mais lido livro no mundo (Bíblia) diz sobre isso?

O que a Bíblia diz sobre a estrutura do ser humano?

 Vejamos em Gênesis (verso 7 e 2:7), a “fórmula” do homem que diz: “E formou o Senhor Deus o homem do pó da terra, e soprou em suas narinas o fôlego da vida, e o homem passou a ser alma vivente.” Aí é dito que o homem passou a ser alma. (E, não a ter uma alma). i) Pó da terra: Quando Moisés escreveu o Gênesis na Bíblia, não conhecia os elementos químicos que compõem o homem, daí escrever pó da terra. Hoje sabemos que o corpo humano é constituído por sistemas e órgãos formados por elementos químicos que existem na natureza como o oxigênio, hidrogênio, carbono, nitrogênio e outros.

ii) Fôlego de vida: Teólogos insistem que Deus soprou nas narinas de Adão um tipo de espírito vivo que se uniu ao corpo de Adão e o fez viver, mas não é o que a Bíblia diz. 
A palavra espírito, do Latim “spiritus”, significa “respiração”, “sopro”. Associam spiritus a “alma (vida)”, “coragem”, “vigor”, mas o verdadeiro significado é “respirar, soprar”. No grego “pneuma” = respirar. Deus soprou o ar (oxigênio) nas narinas de Adão que passou a viver.

Se o primeiro procedimento para cuidar do afogado é tentar retirar a água acumulada nos pulmões da vítima. Depois é feito respiração boca a boca injetando o ar nos pulmões dela para tentar reanimá-la (parecido com o fôlego de vida que Deus soprou nas narinas de Adão). 
Veja a Bíblia: Eclesiastes (3:19-20) “Porque o que sucede aos filhos dos homens, isso mesmo também sucede aos animais, e lhes sucede a mesma coisa; e todos têm o mesmo fôlego (ar, respiração), e a vantagem dos homens sobre os animais não é nenhuma. Todos vão para um lugar; todos foram feitos do pó (elementos químicos), e todos voltarão ao pó”. A Bíblia não encontro nada escrito, de um espírito ou alma com vida independente do corpo físico.

iii) Ser alma vivente: Quando a Bíblia diz que o homem passou a ser e não a ter alma vivente. Segundo ela alma significa vida, ser humano vivo. 
Os termos das línguas originais (hebraico: néfesh; grego: psykhé), da Bíblia, mostram que “alma” é a pessoa com vida.

A origem do ensino de que a alma humana é invisível e imortal, 
não vem das Escrituras Hebraicas ou das Gregas Cristãs, mas sim da antiga filosofia grega, do pensamento religioso pagão. (Ninguém tem dúvidas).

Textos da Bíblia sobre alma como pessoa viva: 
Ezequiel (18:4): “Eis que todas as almas (vidas) são minhas; como o é a alma (vida) do pai, assim também a alma (vida) do filho é minha: a alma (vida ou pessoa) que pecar, essa morrerá”. 
Atos (2:38-41): “E disse-lhes Pedro: Arrependei-vos, e cada um de vós seja batizado em nome de Jesus Cristo, para perdão dos pecados; e recebereis o dom do Espírito Santo; … E com muitas outras palavras isto testificava, e os exortava, dizendo: Salvai-vos desta geração perversa. De sorte que foram batizados os que de bom grado receberam a sua palavra; e naquele dia agregaram-se quase três mil almas [vidas ou pessoas]”. Atos (7:14): “E José mandou chamar a seu pai Jacó, e a toda a sua parentela.

Fica assim a fórmula do ser humano na Bíblia: 
pó da terra (elementos químicos) + fôlego da vida (ar com oxigênio, etc.) = alma vivente, ser vivo ou criatura.

Gostaria agora de comentar o que a Bíblia diz, então, diz sobre o que ocorre quando a pessoa morre: Eclesiastes (12:7): “E o pó volte à terra, como o era, e o fôlego volte a Deus, que o deu”. 
Assim, para a Bíblia, a morte é nada mais do que o inverso da vida. O corpo é sepultado e com o tempo dissolve-se na terra (ou é cremado, etc.) e o fôlego (ar) que mantinha o corpo vivo, volta para Deus, que o deu. 
A Bíblia não menciona nenhum tipo de espírito que sai do corpo e vai para algum lugar se aperfeiçoar, ou que encarna em outro corpo, ou vai para o purgatório, inferno.
A única passagem bíblica que pode dar margem a algo diferente disso, mas que não tem nada a ver com as interpretações que vemos por aí, está em Lucas (16), a parábola do rico e Lázaro.

Para minha conclusão pense numa analogia: Imagine uma lâmpada acesa. Ela está acesa porque recebe energia da Central Elétrica. A lâmpada seria o corpo humano (pó da terra). A luz surge nela porque chega energia (fôlego de vida) da Central Elétrica (Deus). Ao apagar a luz, a lâmpada está ali (corpo físico sem vida), e a energia (vida) que a mantinha acesa (viva) está na Central (Deus). É isso o que a Bíblia revela.

“Viver é ver a luz do Sol” Homero (século IX A.C.)

 

 

 

 

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ABORTAR OU NÃO ABORTAR?

ABORTAR OU NÃO ABORTAR?

 

As divergências são profundas e não se circunscrevem aos argumentos jurídicos, morais ou de saúde pública, envolvendo também crenças religiosas. E, no Brasil, não teria como ser diferente. Aqui, vigora o Código Penal, editado em 1940, que optou pela criminalização do aborto nos seus arts. 124 a 128.

 Há algum tempo, discute-se a revisão destas normas. Neste sentido, o Governo brasileiro, em louvável iniciativa, instituiu Comissão Tripartite, composta por representantes dos Poderes Executivo, Legislativo e sociedade civil, destinada a repensar o posicionamento do nosso Estado sobre o aborto.

 O aborto é de forma legal, permitido no Brasil em duas circunstâncias: quando a gestante corre risco de morte ou em caso de estupro.

O Senado está trabalhando numa ampliação dos casos de aborto legal da seguinte forma: inseminação artificial sem concordância; anencefalia (feto sem cérebro) ou doenças físicas e mentais graves; em caso de risco à vida da gestante; e, por vontade da gestante, até o terceiro mês (12 semanas), quando médico ou psicólogo constatar que a mulher não apresenta condições de arcar com a maternidade.

Aliás, nossa vida é assim: um mundo de provas, sonhos e expiações. Partindo, então, do princípio de que tivemos o aval Deus, há os que acham que não existe ninguém que tenha o direito de abreviar a vontade do criador. Devendo partir do princípio de que a nós como seres vivos, foi dada a oportunidade de respirar este ar que nos cerca, de sentir a brisa, de compartilhar momentos juntos dos nossos familiares e da comunidade em que vivemos, de celebrar vitórias, conquistas e até de aprender com nossas dificuldades e derrotas.
Não podemos ver como uma afronta à vontade da mulher perante seu próprio corpo, quando deseja o aborto.

Para mim, é uma afronta à vida, à vida de um ser humano que está em formação e indefeso. Uma vida que está tendo a oportunidade de, mais uma vez, resgatar laços ancestrais. Aquela vida que é gerada a partir do exato instante da fecundação da célula reprodutora masculina com o óvulo feminino. “Ali, nasce um ser vivo a estrela da vida”. 
Às vezes, fico me perguntando: como seria a vida se alguém tivesse decidido que eu não devesse estar aqui? Se meus pais não tivessem tido a oportunidade de me dar à chance de viver? Não consigo pensar em me ver sentindo a sensação de não ter, um dia, apertado minha filha nos braços, de ver meus irmãos, meus sobrinhos, meus semelhantes. A vida é linda e para ser vivida!
De tantos abortos praticados, e que colocam a vida da mulher em xeque, além dos riscos psicológicos que envolvem a temática, ainda fica uma dúvida: por que, ao invés de decidir pelo fim daquele ser, não dar a oportunidade para que ele nasça e seja adotado legalmente por alguém que possa lhe dar e receber todo o amor que ele merece?
Como se vê, a questão é mais profunda do que qualquer lei, decidida por homens que tiveram a oportunidade de ser fecundado e de nascer, como eu, de estar aqui escrevendo. Todo ser humano tem o direito à vida, independentemente da condição que pareça ter. Como leigo que sou, é que eu sou pela vida. Todos nós estamos aqui por um propósito. Nada é por acaso. Nem a vida.

“A gente tem que sonhar, senão as coisas não acontecemOscar Niemeyer

 

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O PT E O MENSALÃO

O PT E O MENSALÃO

EVILAZIO RIBEIRO

O Partido dos Trabalhadores vê sua farsa cair por terra com o julgamento do “Mensalão”. Não bastasse a tentativa desesperada de garantir uma hegemonia longeva, com uma descarada compra de votos que garantissem a aprovação dos projetos do governo Lula, ainda tentou enganar a opinião pública, a imprensa e os ministros do STF. Para tanto contratou advogados de renome no meio jurídico brasileiro e tentou montar a farsa do caixa dois para justificar a movimentação financeira que comprava o voto de parlamentares do congresso nacional.

O ex-presidente Lula, “como uma esposa traída”, desligado no meio dos aloprados companheiros “desconhecia” do que ocorria debaixo do seu nariz, no gabinete ao lado do seu, José Dirceu, chefe da casa civil, que articulava a peso de ouro como perenizar o PT, no comando dos destinos do nosso país.

Para quem acredita em Papai Noel, chupacabra, mula sem cabeça e outras crendices o desempenho do ex-presidente foi perfeito, pois permanece com a imagem imaculada dos inocentes que foram traídos por seus mais fiéis amigos. Será que a população continua sendo enganada?

O que ainda mais impressiona era a confiança que os dirigentes do partido depositavam no seu tesoureiro, pois a se acreditar nos advogados dos réus, ele movimentou milhões de reais sem o conhecimento dos altos escalões da diretoria do PT, inclusive seu presidente à época, José Genoíno.

Enganou-nos a todos, como poderíamos imaginar que lideres egressos da luta armada contra a ditadura que se instalou no Brasil, a partir de 1964, presos e torturados pelo regime, não fossem capazes de consolidar suas respectivas imagens, como defensores do estado de direito e da decência no trato dos bens públicos, pelo que lutaram.

O que fica desse triste episódio da história recente do país é ver que a ideia de que ser do bem é apenas um estágio até se conseguir o poder. Com o poder nas mãos, os companheiros de Lula se transformaram!

Na realidade o núcleo político do PT perpetrou um golpe contra o estado de direito, na medida em que seus membros almejavam não um projeto de governo, mas sim um projeto de poder para eles próprios.

Para a infelicidade do nosso povo, não muda nada, entre nós a compra de votos seja em espécie, seja através do preenchimento de cargos nos vários escalões da máquina administrativa, corrompeu sim. (Detonou a ética e os bons costumes dos petistas).

Acredito que a atuação do STF, na pessoa daqueles ministros que honram a importância do cargo, não daqueles que estão lá para protegerem seus padrinhos, é digna de reconhecimento dos brasileiros que ainda acreditam na força dos valores éticos e morais que norteiam os destinos de qualquer sociedade moderna séria.

O primeiro método para estimar a inteligência de um governante é olhar para as pessoas que tem à sua volta”- Niccolo Maquiavel.

Saiba mais…

O PT E O MENSALÃO

O PT E O MENSALÃO

EVILAZIO RIBEIRO

O Partido dos Trabalhadores vê sua farsa cair por terra com o julgamento do “Mensalão”. Não bastasse a tentativa desesperada de garantir uma hegemonia longeva, com uma descarada compra de votos que garantissem a aprovação dos projetos do governo Lula, ainda tentou enganar a opinião pública, a imprensa e os ministros do STF. Para tanto contratou advogados de renome no meio jurídico brasileiro e tentou montar a farsa do caixa dois para justificar a movimentação financeira que comprava o voto de parlamentares do congresso nacional.

O ex-presidente Lula, “como uma esposa traída”, desligado no meio dos aloprados companheiros “desconhecia” do que ocorria debaixo do seu nariz, no gabinete ao lado do seu, José Dirceu, chefe da casa civil, que articulava a peso de ouro como perenizar o PT, no comando dos destinos do nosso país.

Para quem acredita em Papai Noel, chupacabra, mula sem cabeça e outras crendices o desempenho do ex-presidente foi perfeito, pois permanece com a imagem imaculada dos inocentes que foram traídos por seus mais fiéis amigos. Será que a população continua sendo enganada?

O que ainda mais impressiona era a confiança que os dirigentes do partido depositavam no seu tesoureiro, pois a se acreditar nos advogados dos réus, ele movimentou milhões de reais sem o conhecimento dos altos escalões da diretoria do PT, inclusive seu presidente à época, José Genoíno.

Enganou-nos a todos, como poderíamos imaginar que lideres egressos da luta armada contra a ditadura que se instalou no Brasil, a partir de 1964, presos e torturados pelo regime, não fossem capazes de consolidar suas respectivas imagens, como defensores do estado de direito e da decência no trato dos bens públicos, pelo que lutaram.

O que fica desse triste episódio da história recente do país é ver que a ideia de que ser do bem é apenas um estágio até se conseguir o poder. Com o poder nas mãos, os companheiros de Lula se transformaram!

Na realidade o núcleo político do PT perpetrou um golpe contra o estado de direito, na medida em que seus membros almejavam não um projeto de governo, mas sim um projeto de poder para eles próprios.

Para a infelicidade do nosso povo, não muda nada, entre nós a compra de votos seja em espécie, seja através do preenchimento de cargos nos vários escalões da máquina administrativa, corrompeu sim. (Detonou a ética e os bons costumes dos petistas).

Acredito que a atuação do STF, na pessoa daqueles ministros que honram a importância do cargo, não daqueles que estão lá para protegerem seus padrinhos, é digna de reconhecimento dos brasileiros que ainda acreditam na força dos valores éticos e morais que norteiam os destinos de qualquer sociedade moderna séria.

O primeiro método para estimar a inteligência de um governante é olhar para as pessoas que tem à sua volta”- Niccolo Maquiavel.

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“A PIZZARIA FECHOU!”.

“A PIZZARIA FECHOU!”.

Evilazio Ribeiro

 

 A sociedade brasileira representada pelos manifestantes se reuniu em frente ao Supremo Tribunal Federal para aplaudir a atuação da corte no julgamento do mensalão. Um grupo de 15 pessoas, (pequeno sim, mas grande em atitude,) cantou o Hino Nacional ao mesmo tempo em que soltava balões e mostrava faixas com frases como “A pizzaria fechou!”.

As expectativas criadas pelo julgamento do “mensalão” não podem se esgotar nas próximas etapas, que definirão as penas para cada réu, e tampouco mais adiante, na promessa de que, por inspiração das decisões do Supremo, a política e seus políticos terão sumariamente se livrado de muitos dos seus muitos defeitos!

Desde “A Ideologia Alemã”, de Marx/Engels (1846), até “Conhecimento e Interesse”, de J. Habermas (1968 e 1973), sabemos que por detrás de todo conhecimento e de toda prática humana age uma ideologia latente. Resumidamente, podemos dizer que a ideologia é o discurso do interesse. Pois, assim é a condição humana. Isso é inescapável. Cabe analisar política e eticamente o tipo de interesse, a quem beneficia e a que grupos serve e que projeto nação o Brasil tem em mente. Como entra o povo nisso tudo? Ele continua invisível e até desprezível? Não é o que queremos!

 É preciso bem mais para que os episódios abordados na Ação 470 não se repitam, ou seja, menos frequentes.

Mas, não podemos deixar de lado os interesse, escondido por detrás de doutas argumentações jurídicas? Como já foi apontado por analistas renomados do calibre de Wanderley Guilherme dos Santos, (um grande cientista político, autor de vários livros na área de Ciências Sociais. Notabilizou-se a partir do texto "Quem Vai Dar o Golpe no Brasil" - que prenunciou a derrubada do presidente João Goulart) quando diz  que STF revelar-se aí certo preconceito contra políticos vindos do campo popular. Mais ainda: visa-se aniquilar toda a possível credibilidade do PT, como partido que vem de fora da tradição elitista de nossa política.  Alerta-nos para ouvir do plenário do STF ecos vindos da casa grande, que gostaria de manter a senzala sempre submissa e silenciosa. Não a creditamos, mas, devemos estar alerta.
Como está comprovado com o julgamento do mensalão e como foi denunciado por outros escândalos envolvendo políticos, muitas agremiações e suas lideranças são facilmente subornáveis.

Num País que conseguiu avanços reconhecidos mundialmente no processo eleitoral, com o uso de todos os recursos da tecnologia e a certeza de que os pleitos ocorrem sob a mais absoluta lisura, é inconcebível que alguns de seu atores sejam execráveis. Tanto que centenas de fichas-sujas pediram votos e se elegeram, muitos dos quais abrigados em partidos sem nenhuma consistência programática. O oportunismo e a falta de representatividade da grande maioria dos partidos confundem os eleitores, contribuem para a despolitização e ampliam a descrença na mais consagrada de todas as formas de representação. É por isso que, o Congresso precisa retomar o debate sobre as melhores alternativas à atual estrutura partidária. Justiça é sempre a justa medida. Estimo que o STF possa conseguir manter a justa medida. Então, sim, se fará justiça neste País!

“O desinteresse político pela instrução/educação de um povo e o desinteresse dos alunos, faz o professor atrapalhar a ambos” Elanklever

 

 

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“A PIZZARIA FECHOU!”.

“A PIZZARIA FECHOU!”.

Evilazio Ribeiro

 

 A sociedade brasileira representada pelos manifestantes se reuniu em frente ao Supremo Tribunal Federal para aplaudir a atuação da corte no julgamento do mensalão. Um grupo de 15 pessoas, (pequeno sim, mas grande em atitude,) cantou o Hino Nacional ao mesmo tempo em que soltava balões e mostrava faixas com frases como “A pizzaria fechou!”.

As expectativas criadas pelo julgamento do “mensalão” não podem se esgotar nas próximas etapas, que definirão as penas para cada réu, e tampouco mais adiante, na promessa de que, por inspiração das decisões do Supremo, a política e seus políticos terão sumariamente se livrado de muitos dos seus muitos defeitos!

Desde “A Ideologia Alemã”, de Marx/Engels (1846), até “Conhecimento e Interesse”, de J. Habermas (1968 e 1973), sabemos que por detrás de todo conhecimento e de toda prática humana age uma ideologia latente. Resumidamente, podemos dizer que a ideologia é o discurso do interesse. Pois, assim é a condição humana. Isso é inescapável. Cabe analisar política e eticamente o tipo de interesse, a quem beneficia e a que grupos serve e que projeto nação o Brasil tem em mente. Como entra o povo nisso tudo? Ele continua invisível e até desprezível? Não é o que queremos!

 É preciso bem mais para que os episódios abordados na Ação 470 não se repitam, ou seja, menos frequentes.

Mas, não podemos deixar de lado os interesse, escondido por detrás de doutas argumentações jurídicas? Como já foi apontado por analistas renomados do calibre de Wanderley Guilherme dos Santos, (um grande cientista político, autor de vários livros na área de Ciências Sociais. Notabilizou-se a partir do texto "Quem Vai Dar o Golpe no Brasil" - que prenunciou a derrubada do presidente João Goulart) quando diz  que STF revelar-se aí certo preconceito contra políticos vindos do campo popular. Mais ainda: visa-se aniquilar toda a possível credibilidade do PT, como partido que vem de fora da tradição elitista de nossa política.  Alerta-nos para ouvir do plenário do STF ecos vindos da casa grande, que gostaria de manter a senzala sempre submissa e silenciosa. Não a creditamos, mas, devemos estar alerta.
Como está comprovado com o julgamento do mensalão e como foi denunciado por outros escândalos envolvendo políticos, muitas agremiações e suas lideranças são facilmente subornáveis.

Num País que conseguiu avanços reconhecidos mundialmente no processo eleitoral, com o uso de todos os recursos da tecnologia e a certeza de que os pleitos ocorrem sob a mais absoluta lisura, é inconcebível que alguns de seu atores sejam execráveis. Tanto que centenas de fichas-sujas pediram votos e se elegeram, muitos dos quais abrigados em partidos sem nenhuma consistência programática. O oportunismo e a falta de representatividade da grande maioria dos partidos confundem os eleitores, contribuem para a despolitização e ampliam a descrença na mais consagrada de todas as formas de representação. É por isso que, o Congresso precisa retomar o debate sobre as melhores alternativas à atual estrutura partidária. Justiça é sempre a justa medida. Estimo que o STF possa conseguir manter a justa medida. Então, sim, se fará justiça neste País!

“O desinteresse político pela instrução/educação de um povo e o desinteresse dos alunos, faz o professor atrapalhar a ambos” Elanklever

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PARA PENSAR NO DIA DAS CRIANÇAS:

PARA PENSAR NO DIA DAS CRIANÇAS:

“O que se faz agora com as crianças é o que elas farão depois com a sociedade” Karl Manheim.

 “Educai as crianças para que não seja necessário punir os adultos” Pitágoras.

"Não é a erva daninha que mata a semente, mas sim a negligência do Jardineiro".Confúcio.

 

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