Apenas estou calada e adormecida

De Té

Hoje escrevo um poema triste

Que nasce do íntimo da minha mágoa

Revejo-me nas folhas moribundas que caem ,

jazem pelas alcantiladas.

Soltas do sonho, que já as vicejaram

A brisa silenciosa, arrasta levemente

os restos do ilusão ,que se vai perdendo

Amargurada tristeza, que súplica silencio.

Envolta nas vestes enturvadas, saídas de sombras,

silhuetas esvoaçantes, pedaços do sonho, que se desfez.

Hoje escrevo, o que a minha alma me transmite.

Despida, gelada e insensível, quero-me embuçada

para que não descubram, que o sonho foi meu, e se perdeu.

Por sobre mim está o céu, com o seu véu diáfano

Onde as almas torturadas ,se encobrem.

Tremula sinto a aragem passar por mim

Entorpecida ,agasalho-me na terra quente

Perdeu-se meu sonho que me fez sorrir,

Poderá parecer que estou serena e triste

Não! Apenas estou calada e adormecida

De Té

Etelvina da Costa

 

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Comentário de Sílvia Mota em 21 julho 2017 às 13:51

Belíssimos versos, através dos quais leio a alma sensível da poeta.

Parabéns e Felicidades!

Beijosssssssssssss

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