Memórias de um violino entoando Sonata ao Luar

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Ouço distante o violino,

o som agudo penetra o ar;

inebria-me o som cristalino,

a melodia que tento imaginar:

um solo da Sonata ao Luar.

 

Tanto sentimento na melodia,

gama de sensações que advêm;

recordações surgem como galeria,

que de ti, hoje só tenho o desdém,

persistem em mim os sentires, porém.

 

O som mavioso enche o espaço,

acima e abaixo, as notas musicais;

de carinho não acham um traço,

de minha linda que não tenho mais,

alegrias que não voltarão jamais.

 

O vigor das notas altas, de repente,

sem eco, nem vestígio, desaparece;

esvai-se  todo o som tão pungente,

e meu sorriso também ali fenece,

o peito ensaia uma tênue prece.

 

Restam-me soluços, a alma chorando,

no frio rastro da cruel melancolia,

punge a recordação do dia nefando,

quando foi "adeus" que ela me dizia,

e sorrindo partiu, só sorrindo ela ia.

31012017

Luiz Morais

do livro " Alma revisitada"

em preparo

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