NOSTALGIA

De Té

Desassombrada me tenho, nas palavras que correm breves,

quando o sentimento ou razão, me morde com verdade

Mas assombrados, se encontram meus passos, que de leves

Não perturbam o cântico das aves , e me enchem de saudades.

Os dias felizes são tão poucos e tão longínquos, que se perdem

no tempo e na lembrança .São ecos de esperanças e rumores

Adejam sombreados por espectros de esconjuro, e me perseguem

Peregrina busco a paz, e pela madrugada, ao orvalho dou louvores

Prateio minha má sorte, e deixo que a chuva me mate a sede

Que a fome de pão se dilua na minha tristeza, e as lágrimas me beijem

Caminho sem norte, o céu escurece, e a nortada se acerca da levada

A chuva vai caindo, as ramadas vergam pelo trilho enlameado,

Já se não ouvem os gorjeios dos passarinhos, aconchegados nos ninhos

e a chuva já é miudinha , e minha caminhada é lenta e cansada

De Té

Etelvina da Costa

14-07-2017

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Comentário de Marcia Portella em 15 julho 2017 às 11:14

Tristemente belo...Abraço

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